Satélites

Começava a escurecer
Eram seis horas, se tanto.
De passagem, deu para ver,
A lua por cima do muro, um encanto!
Da garagem fui para a sala
Levando o rádio comigo,
Que, desligado perdeu a fala,
Virando a cara pro amigo.
Antes, a preguiça escorracei,
Na moleza do corpo suado.
Na bicicleta sem rodas malhei.
Viajei por galáxias, parado.
Voltando à real, tomei meu caldo.
Pensamentos vagantes me acompanharam.
Saudades suas foram o saldo
Das horas que, juntos, voando passaram.
O jornal da televisão, em seguida,
Destacou a noite de superlua.
Foi aí que acordei para a vida,
Ao lado da mulher que não tenho na rua.
Ao fechar o portão, com cadeado,
Pude percebi que Ela era cheia.
Já no meio do céu, mandou o recado,
Mais perto de nós, com a Terra vagueia.










Grande Dr Ricardo Salles, me desculpe a insistência, mas acho-o bom ministro e firme no argumento, como vc Théo e me esqueço vagando no texto do nosso poeta do além d’atmosfera….
https://images.app.goo.gl/XZFF22A7CSg52bcq9
Antônio Augusto, engenheiro civil, culto e cultuador de classe dos clássicos. Bondade exalam os seus comentários. Muito obrigado! Sigo Théo, fugindo das aparências e dessas parecenças. Abraço. Temos superlua a nos iluminar!
Muito profundo. Quero essa lua top todos os dias. Parabéns pela poesia Theo Maia. Amém
Peça, peça e o Senhor lha dará. É ela a nossa vida, o nosso ar, a nossa água e luz. Nenhum romântico o é se não se enamorar por ela. Abraço, João.