Sobem no pau

Quem vem nas vias secundárias ignora a placa de parada obrigatória.
É a Rua Capitão Zeca de Paula, uma das principais vias de acesso à cidade, em seu sentido Centro, que ladeia, na sua parte alta, o histórico Cemitério da Saudade.
Em seu início, conta com alguns condomínios em prédios. Mas, por ser elo com outros bairros e em direção a centros universitários, Zona Sul e cidades como Patrocínio Paulista, em curtos espaços, é um prato cheio para apimentar as relações de trânsito, azedando a segurança de todos.
Pequenos trechos, então, são petiscos para pegar contramão, como um atalho que leva a acidente, e a consequências drásticas.
Nessa espinha de peixe viária, tome-se mais uma batida. Desta vez, um carro prata, que estava na Rua Bolívia, foi pra cima do Uno vermelho, que seguia pela Zeca de Paula, a preferencial.
Não deu outra: com a frente cortada, e tentando sair da pancada, o Uninho dança para a direita e, em seguida, descontrolado, investe para a esquerda, sobe numa calçada e acerta o portão de um edifício residencial.
O bairro é o Jardim Consolação, nesta cidade de Franca, estado de São Paulo.
Moradores, condôminos, síndicos, alguns comerciantes e usuários frequentes da Capitão Zeca de Paula estão pra lá de revoltados com a inércia da Prefeitura e a falta de sensibilidade dos demais agentes políticos e ocupantes de cargos de confiança, que deveriam cuidar e agir para que Franca desapareça da lista dos municípios que mais registram acidentes de trânsito no estado.
Já fizeram abaixo-assinados, acima-assinados, o diabo a quatro, e não são atendidos. O pessoal do Edifício Veneza, cuja gestão é do Sr. João Batista Pedigone, reforça a urgência da adoção de medidas de segurança em toda a extensão da referida rua, acusando problemas constantes com a sua esquina com a Rua José Muniz.
Sorte é que não houve vítimas no B.O. desta segunda.









