Inspirados

Eu Disse, Vendi (Enlouqueci) Do-o-por… Amor.

Precisava me sentir vivo. De alguma forma aquele encontro me causou um furor. Fiquei entusiasmado com a forma rápida que conseguimos nos entender. Você ouvia, eu dizia. O contrário também aconteceu… Eu ouvi e você disse. Estranho que és tu o homem que amei desde que quis amar alguém. No meu total romântico – alucinado de paixão. Com palavras suaves. Mas foi melhor que isso. Na troca: ação: reação.

Me sentia inteiro. ali.

Nós estávamos no bar.

Isso.

Esse mesmo que passa pela sua cabeça.

Nossa, você vai longe com essa imaginação!

Sim, era meia luz e tocava Bee Gees. Eu fiquei entusiasmado porque no meio do sorriso havia uma ruptura ou algo que nos fazia velejar e ir além de nós mesmos, mas sabíamos, o vento é o responsável por nos levar para o bar ou além dele.

Não estou falando sobre desamor. Amor.

Óbvio, a bússola.

Sabíamos o caminho. Ir.

Uma drástica mudança e do bar passaríamos para outra paisagem:

O limão madurou no pé, na verdade, o limão só cresce e reproduz amargo para essa sua boca de merda, Senhor Merda. Qual a razão para o embaraço, S E N H O R – eu soletrei com toda saliva que havia, a boca secou, letrinha por letrinha.

Lentamente eu senti raiva. Vigio a angústia de uma ausência antiga. Sim, fazia muito que eu não migrava outros solos. Amor. Sim.

As infinidades.

Retomo para algo parecido com a Rua Augusta.

O som era alto. Uma festa boa daquelas. Uma boca para paquerar, alguém que pudesse me embriagar e amar.

Luz.

A insatisfação é muita. Me disseram que obrigaram Januário a fazer isso. Maldito, safado, pilantra. Sujo.
Januário era um sujeito boa pinta. Bem anos sessenta que se apaixonou por uma garota chamada Jéssica e desejou amá-la. Mas Januário errou, não se pode negar.

Uma história aleatória em parágrafos aleatórios, mas que todos dizem sobre o mesmo amor.

Um estalar de dedos.

Acorda!
É uma farsa, enganaram você.

Risos e palmas.

Eu te amo.
Eu também.
Que bom nós dois aqui, eu e você, numa solidão que basta.
Como você é bom (…)
Eu?
Isso, você!
Eu só estou aqui…
Fale menos.
Mas eu quero lhe dizer sobre amar.
Cale-se
Por favor, me deixe dizer o que está entalado na minha garganta.
Não grita, vai acordar todo mundo.
Outra vez?

Você nos desconectou e eu me iludi acreditando nas suas crenças.

A porta bateu e causou um enorme barulho:

Ouvido, coração e sobras.

Havia um sobejo – era eu.

Libertem o Presidente, porra.
Me deixem gozar, porra.
Me deixem fumar, porra. Me deixem, me deixa!

Saída de emergência:

Por ali, você, escapa!

Metade, quer? Só um pedacinho.

(…)

Quase uma loucura generalizada!

(…)

Você repetiu o exagero. Amor. Sim.

O bife bem passado mais uma vez, desculpe. E outra aleatoriedade.

É minha cabeça..
É o quê?
Minha…

(…)

Muita gente, pensa.

(…)

Agora vamos ficar em silêncio e esperar a ferida secar. Será que seca? Sim. Qual a garantia que isso passa. Entender que estamos aqui. Juntos? Estamos juntos. Estamos? Sim. Não.

Silêncio e um carregamento de ar:

E você? –
Eu?
É, você.
Eu?
Você!
Eu pulo.

Puf.

Esparramou tudo.

Puf

Quebrou tudo.

Puf
Puf
Puf

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