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Uma primavera obscura

A que ponto chegou. Conviver com outras pessoas têm se tornado um enorme desafio. Aquilo que era feio, em Agosto de 2018 deixou de ser. O exercício de “não-violência ” está em um patamar inimaginável. Onde está a humanidade das pessoas? O que leva uma pessoa dizer a outra, palavras chulas por causa de uma “barba”? Observa-se o quanto estão carregados pelas paixões.

O florescer do ódio ao invés do amor tem-se tornado – uma primavera obscura – comum nas ruas. Ou melhor, nas ruas e, sobretudo nas redes. Para expressar pensamentos atualmente é preciso muita coragem e paciência, pelo fato de não haver espaço para debates. O que há é um “evacuar” de intolerância e violência se manifestando através de lutas corporais e palavras baixas.

Se para expressar pensamentos é preciso ter coragem, discordar então depende de quanto ama a sua vida. Querem minimizar as queixas, mas o que se passa nesse momento não é brincadeira. Precisamos olhar para as pessoas e respeitá-las. Não é plausível ser hostilizado ou hostilizar pessoas que pensam diferentes.

É necessário discernir. Já pensou que defender a divisão do país entre um polo e outro por questão de cultura ou pensamento é uma conduta racista , sobretudo fascista. E se você fosse do outro polo, como sentiria? Viver em sociedade demanda equilíbrio. Não somos na realidade donos de nada, tudo que aqui está é de todos. Melhor dizendo, somos parte do todo não donos do todo.

Dione Castro

É administrador de empresa, estudante de gestão empresarial pela Fatec, graduado em direito e um eterno curioso.

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