“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16)

Em Cesareia de Filipe, Jesus quis saber dos discípulos quem ele era.
Pedro respondeu em nome do grupo, com uma bela e profunda profissão de fé. Messias, em hebraico e aramaico, significa ungido, traduzido em grego, Cristo. No Antigo Israel havia o costume de se ungir os reis, sacerdotes e até profetas, como consagrados para uma missão. Jesus é o Messias, o ungido pelo Espírito, o consagrado de Deus. A sua consagração messiânica “manifesta sua missão divina” (CIgC, 438). Por uma inspiração, Pedro foi além da compreensão e imagens limitadas que as pessoas tinham de Jesus. Ao proclamar Jesus de Nazaré como o Messias, o Filho do Deus vivo, afirmava aquele que Israel esperava. Jesus preferia mais o título “Filho do Homem”. “Filho de Deus significa a relação única e eterna de Jesus com Deus, seu Pai: Ele é o filho único do Pai e o próprio Deus” (CIgC, 454).
Quando confessamos Jesus como o Messias, o Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador, estamos colocando-o no centro de nossa vida: ele decide e governa a nossa existência, dirige as nossas ações, decisões, desejos e vontade. É o Senhor do nosso coração. Quem professa Jesus como o Messias, vive a vontade do Pai, orienta-se pelos valores do Evangelho, utiliza os seus critérios.
“Não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Viver para o Senhor é viver para aquele que morreu por nós, que ofereceu a sua vida para nos salvar. Viver para o Senhor é encontrar um tesouro, a verdadeira alegria. Só ele tem “palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Escolher a Jesus proporciona certeza de felicidade, mas com desafios e cruz. Por isso somos tentados a olhar para trás, a buscar outros amores. Mas Deus não quer amores desordenados, não tolera dividir o nosso coração com apego vazios.
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Jesus confiou a Pedro um encargo pastoral, o seu papel na constituição da Igreja. Ele é a pedra, a referência principal. Recebeu de Jesus o poder de ligar e desligar. Tem a chave do coração compassivo de Jesus para que os pecadores possam acolher a sua misericórdia. A missão de Pedro e seus sucessores é a de conservar a fé e a unidade e dar testemunho de que a salvação provém de Deus.
Pedro, o Papa, é a fonte de união da comunidade cristã. Devemos ouvi-lo como sinal da manifestação da vontade de Deus e reconhecimento da sua presença. Quem ama o Papa e o compreende como dom do Senhor, ama a Igreja, ama a Jesus Cristo e o seu povo.
Tudo é de Deus, “por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!” (Rm 11,36).
Nossas orações a todos os fiéis leigos e leigas que assumem ministérios e serviços em nossas paróquias, comunidades e realidades eclesiais.
Dom Paulo Roberto Beloto.






