ColunasInspirados

Cricrilagem

A aranha recolheu a teia.
Das formigas só restam os caminhos
Raiados pelos gramados
E cicatrizados pelo tempo.
A cigarra não canta,
Repousa suas cordas, malandramente.
E a borboleta se desmetamorfoseou,
De imago a pupa, larva, ovo e nada.
Moscas, mosquitos e besouros,
Por causa do mau tempo,
Fecharam suas pistas
E não há pouso, nem decolagem.
E eu, veja só, sinto falta de cair no sono
Ao som da orquestra da cricrilagem.

Michel Pinto Costa

É Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, em Franca, e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Franca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo