Ainda não, mas pode ser

Nos atropelos naturais explicáveis pela física, fortalece aquele maldito sentimento de que não somos dignos do sucesso. Mesmo nas tristes batalhas de que resultou a derrota, é preciso observar que após a qualquer tempestade, a qualquer decadência, vem o brilho, a energia da maior e mais brilhante estrela do próximo dia.
Após qualquer desgraça, há de vir o sorriso, há de se falar no amor, afinal somente nós humanos somos capazes de interpretar, e reinventar a ideia de que tudo é possível. Como de forma brilhante descreveu Nelson Cavaquinho (Juízo Final):
“O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente […]”
Não desistir e acreditar são exercícios feitos por aqueles menos favorecidos, com menos oportunidades.
Estes jamais deixaram que a Utopia, seja um lugar inexistente, ou lugar nenhum, como coloca alguns pessimistas e mais favorecidos preguiçosos.
Utopia é um lugar de sonhos, um lugar feliz, não se pode confundir a felicidade do sonho com delírio. Afinal:
“O amor será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos para ver, a maldade desaparecer […]”
Como Paulo Freire sempre pregou, ideia a qual sou adepto, Utopia é o inédito viável, é preciso ter a esperança, esperança no foco de que se não conquistamos, podemos conquistar. Aquela ideia do “ainda não”, mas “pode ser! Pois sonho não é delírio, é um inédito viável. Portanto basta que não desista, continue com esperança mesmo quando há os atropelos na Democracia, no amor, na vida, o Juízo final descreverá:
“O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos para ver, a maldade desaparecer
O amor será eterno novamente”
Cidadania não se resolve somente nas eleições, cidadania se resolve nas Praças.
Exemplos dos antigos Atenienses. Somos dignos a vida, e temos direito ao sucesso, podemos sim, sermos felizes!









brilhante texto, porém não surpreendente. o autor sabe do que fala.