Religião

Mestre dos Mestres

Estar diante das Bem aventuranças de Jesus é estarmos diante de palavras abismais, das quais não podemos ver o fundo, as mais altas da história da humanidade (Gandhi).

“No Monte das Bem aventuranças, presenciamos a primeira aula do mestre Jesus, ao ar livre e ao fundo temos o Mar da Galileia. O primeiro tema que Jesus escolheu é o tema da felicidade. Porque, no tempo de Jesus e hoje também, é o que mais sentimos falta, é o que todos nós buscamos, de todas as formas, todos os dias, porque Deus nos quer felizes. O jovem rabino parece conhecer bem este segredo e o resume assim: Deus dá alegria a quem vive o amor, dá a vida a quem constrói a paz.

Bem-aventurados os pobres.  Quem sabe aqui esperamos uma reversão, porque quem sabe vou ficar rico. Não é bem assim! Bem-aventurado, porque há mais Deus em você, porque há mais liberdade e menos apego a si mesmo e aos bens materiais. É feliz quem é mais desapegado das coisas e sabe partilhar.

Bem-aventurados os que choram. Aqui temos algo paradoxal: Alegria e lágrimas misturadas. Sempre na tua vida vai aparecer um Anjo a dizer-te: ‘Levanta-te, tu que choras, segue em frente, Deus está contigo’. 


Bem-aventurados os misericordiosos. Quem mais chorou na vida, quem mais sofreu é mais misericordioso e certamente sempre ajudará os outros a se levantarem de suas quedas e a recomeçarem. Estes são aqueles que encontrarão misericórdia e a levarão sempre consigo como um equipamento capaz de atravessar a eternidade.

Nas Bem-aventuranças encontramos um rico ensinamento que nos ajuda a sermos mais humanos, mais livres e mais verdadeiros. Somos chamados a fazer um caminho, por um mundo que está carente de histórias do bem, de homens e mulheres que encontrando o caminho da verdadeira felicidade, saibam conduzir neste caminho outras pessoas também” (Pe. Ermes Ronchi).

“As Bem-aventuranças constituem um novo programa de vida, para nos libertarmos dos falsos valores do mundo e nos abrirmos aos bens verdadeiros, presentes e futuros”(Bento XVI – In Memoriam).

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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