Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai

(Fl 2,11).
Com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, iniciamos a Semana Santa. Celebramos o mistério central da fé cristã. Nela se concretiza a razão da encarnação do Verbo: fez-se carne para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus.
O Catecismo da Igreja Católica afirma que “o mistério pascal da cruz e da ressurreição de Cristo está no centro da Boa-Nova que os apóstolos, e a Igreja na esteira deles, devem anunciar ao mundo” (CIgC, 571).
Jesus é o Cordeiro imolado, inocente, sem mancha, que carrega os nossos pecados. Com a sua vida, paixão, morte e ressurreição, ele abriu o caminho de nossa comunhão com o Pai, tornando-nos verdadeiros filhos e filhas de Deus.
Fazemos memória da misericórdia redentora de nosso Pai, abraçada por Jesus: ele nos deu a vida, amando-nos até o fim. A nossa salvação deriva da iniciativa deste amor de Deus.
Recordamos a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, acolhido pelos peregrinos, seguimos com as cerimônias normais, de modo particular, com o Triduo Pascal, ápice do Ano Litúrgico: Ceia do Senhor, Paixão e Vigília Pascal.
A Semana Santa nos convida a um profundo silêncio exterior e interior, para penetrarmos no mistério do amor de Deus, interrompido somente na Vigília da Páscoa, quando cantamos com todo entusiasmo, esperança e alegria: o “Aleluia!”
O Domingo de Páscoa “é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” (Sl 117, 24).
Na riqueza da espiritualidade desses dias, deixemo-nos transformar por Jesus Cristo, através da cruz e ressurreição, sendo fiéis à oração, à participação nas celebrações litúrgicas de nossas paróquias.
“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46), gritou Jesus na cruz. A sua morte é a sua libertação nas mãos de Deus. Ela é resultado de sua humilde entrega, de sua obediência total e confiante. O Pai respondeu com a ressurreição do seu Filho.
Também somos chamados a essa entrega confiante nas mãos de Deus. “Só a confiança e nada mais do que a confiança tem de conduzir-nos ao Amor” (Santa Teresinha).
É bom rezar com Santo Inácio de Loyola, respondendo ao infinito amor de Deus: “Tomai, Senhor e recebei toda a minha liberdade e a minha memória, também, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo vós me destes com amor. Todos os bens que me destes, com gratidão vos devolvo. Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade. Dai-me somente o vosso amor, vossa graça, isto me basta, nada mais quero pedir!”
Que o Espírito nos ajude a encontrar verdadeiramente a fé e que ele nos dê a unção, a luz e a força de anunciar Cristo crucificado e ressuscitado e de testemunhá-lo no amor a Deus e ao próximo.
Uma piedosa e boa Semana Santa.
Dom Paulo Roberto Beloto.









