
O Tema dominante neste Tempo da Quaresma é o tema da Aliança. Vimos desde o início a Aliança de Deus com Noé, com Abraão e a Aliança de Deus com seu Povo Eleito conduzido por Moisés num caminho de libertação. Vimos também que esta Aliança foi rompida pela infidelidade do Povo e diante deste fato Jerusalém foi destruída, o Templo foi profanado e o povo que escapou à espada de Nabucodonosor foi levado para o Exílio da Babilônia. Os profetas, de especial modo, Jeremias que viveu nesta época, mais ou menos 500 anos a.C., anunciaram uma Nova Aliança que Deus faria com o seu Povo Eleito:
“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma Nova Aliança”. (Jr 31,31).
Aqui já vemos o vislumbrar do Novo Testamento, ou seja, o Sangue de Jesus que já se faz presente sacramentalmente na Eucaristia e realmente versado na Sacrifício da Cruz é este o Sangue da Nova e Eterna Aliança já concretizada que une toda a humanidade com Deus.
Esta Nova Aliança não será como a Aliança antiga com as leis escritas em tábuas de pedras, mas será uma lei escrita nos corações. É necessário que aconteça uma transformação no interior da pessoa, para que ela seja fiel à Aliança e cumpra os mandamentos de Deus:
“Escreverei a minha Lei em vossos corações; serei o vosso Deus e vós sereis o meu Povo” (Jr 31,33). E lemos ainda em Ezequiel: “Tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne”.
É Deus mesmo que nos capacita para entender, falar, agir e obedecer às suas leis. Podemos também aprender com o salmista a pedir: “Criai em mim, ó Deus, um coração puro!” ( Salmo 50,12). O próprio Jesus ensinava aos discípulos no Monte das Bem aventuranças: “Bem aventurados os de coração puro, porque verão a Deus”. (Mt 5,8).
Na Carta aos Hebreus diz que “Cristo é o mediador da Nova e Eterna Aliança…” (cf. Hb 9,15). Celebrar a Páscoa, portanto, é aprender a agir no estilo de Jesus, ou seja, ser revestido da vida nova que recebemos no Batismo, de forma a nos configurarmos a Cristo vivendo o novo mandamento que Ele nos deixou: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. (João 15,12-17).
Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, Padre Claudio Doglio.








