Por dentro da ADEFI (Associação dos Deficientes Físicos de Franca e Região)

Inclusão social é o conjunto de meios e ações que combatem a exclusão de benefícios e direitos da vida em sociedade, provocada pelas diferenças de classe social, educação, idade, deficiência, gênero, raça. Inclusão é oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos. Para que seja assegurada a inclusãona sociedade, as associações são salutares: grupos que se integram com objetivos comuns e disposição para ações com vistas a alcançá-los.
A ADEFI (Associação dos Deficientes Físicos de Franca e Região) é um grande exemplo disso. Fundada em 1992, é uma entidade que luta pelos direitos de uma população que por muito tempo foi relegada à quase inexistência do ponto de vista social: a das pessoas com deficiência física.

Inicialmente, a Sede da ADEFI era em um pequeno espaço contíguo, nos fundos da Secretaria de Ação Social, onde permaneceu por 20 anos. No final de 2012, conquistaram a sede própria. O espaço passou por reformas a fim de garantir acessibilidade, e, desde 2013 a entidade atende e realiza seus trabalhos em sua própria sede, situada à rua Jamil Abdalla, nº 411, Jardim Maria Rosa. Ampliada e atuante, a entidade conta atualmente com 33 funcionários, sendo 3 coordenadoras, 7 integram a equipe técnica, 2 auxiliares administrativos, 19 cuidadoras, 1 motorista e 1 copeira. Tal realização ocorreu na gestão do atual presidente da ADEFI, José Carlos Gomes, aposentado, de 54 anos, a quem a Folha de Franca hoje entrevista para conhecer um pouco mais dos relevantes serviços prestados a essa parcela da comunidade, como o empréstimo de equipamentos para pessoas portadoras de deficiência física, com dificuldades de mobilidade.
Folha de Franca – Que apoios a associação tem? Quantos associados?
José Carlos Gomes – A entidade se mantém com recursos públicos que são cofinanciados pela Prefeitura Municipal de Franca. Também temos alguns convênios com o Estado, com o apoio de alguns deputados estaduais que destinam emendas parlamentares, possibilitando que utilizemos verbas para aquisição de veículos, móveis e utensílios, equipamentos de informática e demais itens necessários ao funcionamento da entidade e prestação de serviços pela mesma.Com relação ao número de associados, atualmente não temos esses dados. Aproximadamente, temos 1.200 cadastrados, mas esse número não pode ser considerado oficial (para afirmar a quantidade de deficientes físicos em Franca). Sabemos que existem muito mais que este número, mas, infelizmente nem órgão no município tem esse dado.

Folha de Franca – A associação tem outras estatísticas sobre a questão da deficiência física em Franca e região?
José Carlos Gomes – Os dados que a entidade dispõe são referentes às carteirinhas para PCD (específica para deficiência física) e ao público inserido no Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas. Porém, tais números não são eficazes para alcançar de forma quantitativa toda realidade do município. No entanto, futuramente temos a intenção de fazer uma pesquisa mais aprofundada baseada nos dados que temos, a fim de apresentar uma estatística do público com deficiência já atendido pela ADEFI.
Folha de Franca- Quais trabalhos a associação realiza?
José Carlos Gomes – A ADEFI confecciona a carteira PCD, credencial que garante o acesso sempre livre e gratuito às pessoas com deficiência física e um(a) acompanhante nas promoções e eventos de qualquer natureza, realizados nos recintos públicos municipais de Franca, onde seja praticada a cobrança de ingresso. Também realiza o empréstimo de cadeiras de roda, de banho e andadores para pessoas que não possuem condições de comprar. Frequentemente, a entidade é solicitada na orientação de dúvidas e informações referentes ao público com deficiência, realizando dessa forma as devidas orientações e também encaminhamentos que se façam necessários.
Folha de Franca- Fale mais sobre os serviços cofinancidados pelo município.
José Carlos Gomes – Com relação aos Serviços cofinanciados pelo município, desde 2013 (a entidade) assumiu o Serviço de Proteção Social Básica no Domicilio para Pessoas com Deficiência e Idosas em Franca, previsto na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais (Resolução nº109, de 11 de novembro de 2009) que é referenciado ao CRAS. O trabalho desenvolvido pela equipe contribui para a promoção do acesso de pessoas com deficiência e pessoas idosas aos serviços e a toda rede socioassistencial, prevenindo situações de risco, a exclusão e o isolamento. Desenvolve ações extensivas aos familiares de apoio, informação, orientação e encaminhamento, com foco na qualidade de vida, cidadania e inclusão na vida social. Em 2016, após chamamento público, a entidade também ficou responsável por mais um coletivo do Serviço em domicílio, sendo que atualmente atende 140 famílias.
No ano de 2020 a entidade também ficou responsável pela execução do Serviço de acolhimento para mulheres vítimas de violência, proporcionando um local seguro que oferece moradia protegida e atendimento integral a mulheres que vivenciam situações de violência doméstica. É um serviço também dentro da Política de Assistência Social, de caráter sigiloso e temporário, no qual as usuárias permanecem por um período determinado, durante o qual deverão reunir condições necessárias para retomar o curso de suas vidas.

Folha de Franca – A associação necessita de mais apoios?
José Carlos Gomes – Sim, entidade precisa de algumas ampliações, onde ao longo dos últimos 5 anos estamos buscando parceria com a prefeitura e câmara de vereadores , para que possamos , construir um almoxarifado , uma sala de atendimento privativa, dois vestiários masculinos e femininos com sanitários adaptados para pessoas com deficiências e a cobertura de um espaço já pavimentado para que possamos realizar as atividades que entidade desenvolve com os usuários , hoje dependemos de parceiros para praticarmos esses trabalhos, como por exemplo, centro comunitários e igrejas.








