“Eu sou a porta das ovelhas”
(Jo 10,7)
A Igreja católica reza por uma experiência fundamental na vida dos seus filhos e filhas, que é o discernimento sobre a vontade, o desejo e os desígnios pessoais de Deus a respeito de cada fiel, que é a sua vocação. Essa dimensão é conatural e essencial para a sua missão.
Discernir é distinguir a voz do Espírito Santo, que é a voz da verdade. Compreender e acolher a vontade do Pai é buscar, entre tantos apelos e solicitações, quais os que provém do Espírito e quais os que a Ele se opõem. O discernimento de uma vocação tem como objetivo conhecer os verdadeiros motivos que levam uma pessoa a uma determinada opção.
Jesus se apresenta como a “porta das ovelhas” (Jo 10,7). É uma imagem que retrata segurança. Ele é a porta, enquanto oferece proteção e salvação. A vida daqueles que são obra de Deus deve ser preservada de ladrões e assaltantes. As ovelhas devem buscar o redil, ouvir a voz do pastor e segui- lo para a sua proteção. Não devem seguir um estranho.
A preocupação de Jesus é com todo o rebanho: cada um é precioso aos olhos do Pai. Cada pessoa está no coração de Deus, e cada vida encerra em si um valor bendito e sagrado. O que Jesus quer resgatar e proteger é muito mais do que podemos imaginar, é maior desta vida que conhecemos. Deus nos quer para Ele, somos queridos, desejados e amados desde o princípio da nossa existência. Somos fruto do seu amor.
A Palavra de Deus faz um apelo vocacional a cada um de nós: buscar o Senhor, ouvir a sua voz, sentir-se protegido pelo Senhor. Nele se encontram a vida, a segurança e a salvação.
“O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma” (Sl 22,1).








