Um Caminho a percorrer

A experiência dos discípulos de Emaús realiza-se ao longo do “caminho”. Há um caminho que nos fecha nos nossos próprios fracassos, somos muitas vezes prisioneiros do desânimo e esmagados pelo peso da derrota. Há, porém, um segundo caminho, marcado pela alegria da partilha da experiência da fé. Dois caminhos diferentes que sugerem que também nós estamos na estrada e somos convidados a nos perguntar: Para onde vamos? Qual caminho temos trilhado?
A Palavra de Deus é a centelha que reacende o fogo no coração e infunde confiança e coragem para levar aos outros a alegria da fé: Jesus está vivo e está entre nós! Como confirmação de tudo isto, deve-se notar que os dois discípulos de Emaús, como o apóstolo Tomé no domingo passado, estavam longe da Comunidade, o que os tornava incrédulos e incapazes de reconhecer o Senhor ressuscitado.
A Eucaristia é o único antídoto que pode curar a nossa cegueira e a nossa teimosia. Cada vez que celebramos a Eucaristia, Jesus se faz presente entre nós e vem ao nosso encontro, fala conosco enquanto ouvimos as leituras na Liturgia da Palavra, nos alimenta e o recebemos na comunhão. Dificuldades, dúvidas e tentações e até mesmo pecados sempre nos acompanham, mas “A Eucaristia não é prêmio para os fortes, mas remédio para os fracos” (Papa Francisco).
Eis o dom da Páscoa que celebramos há poucos dias e que se renova todos os domingos, quando a nossa comunidade se reúne para celebrar a Eucaristia. A Eucaristia é presença, encontro, vivência e fortalecimento espiritual. Permita-me concluir com um conselho: não vá à missa porque é um dever de todo cristão. Participe da Eucaristia porque você pode encontrar Jesus vivo e levá-lo com você e testemunhá-lo em sua vida cotidiana. Você não estará jamais sozinho, mas Ele viverá em você!: “Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).
A Comunidade Cristã, portanto, se revela como habitat para se fazer uma autêntica experiência de Jesus – «onde estiver dois ou três reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” (Mt 18:15-20). A viagem dos discípulos de Emaús começou a partir de um túmulo vazio: o que parecia o fim de tudo tornou-se o início de uma nova história de salvação, uma nova história de amor. Uma história que não nos deixa indiferentes, mas, pelo contrário, nos move, nos ilumina, nos reanima e impulsiona a nossa caminhada na fé.
Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, Pe. Andrea Vena e Pe. Giovanni D´Ercole.








