Religião

TEMPOS DIFÍCEIS

Problemas? Nós seres humanos, somo bastantes engenhosos em arquitetar todos os tipos de métodos para evitar ou fugir dos problemas. Não devemos, com atitude religiosa infantil e imatura, supor que Deus eliminará miraculosamente nossos problemas e, sim, em vez disso, compreender que Deus nos conduz através deles, apoiando-nos e fortalecendo-nos durante o caminho que estamos trilhando. Dirá Beecher:”Os problemas são frequentemente as ferramentas através das quais Deus nos talha para coisas melhores”. Aqui entra, também, o papel importante da religião. Espera-se que a religião em meio a tudo isso, traga paz, alegria, esperança, conforto e consolo. Espera-se que ela alivie a miséria da vida e não o contrário.

Quando acontecem em nossas vidas doenças, fracassos, desapontamentos, ficamos perturbados. Ou até mesmo, quando enfrentamos a morte sem sentido de um parente ou amigo em um acidente ou com câncer, chegamos até a indagar: Onde está Deus? É vontade de Deus tudo isto que está acontecendo em minha vida? A vontade de Deus, para aqueles que se dizem pessoas de fé, é que enfrentemos os fatos que ocorrem no cotidiano de nossa vida e que vivamos os acontecimentos à luz da fé. Uma das maravilhas do ser humano é a sua capacidade de adaptação em meio aos acontecimentos da vida.

O Povo de outrora passou pelo Dilúvio, passou pela fome, pela guerra e por pandemias. Meditemos sobre o que diz Santo Agostinho neste contexto: “Qualquer angústia ou tribulação que sofremos é para nós aviso e também correção… Que tormento novo sofre hoje o gênero humano que os antepassados já não tenham sofrido?… Julgas bons os tempos passados porque já não são os teus, por isto são bons. .. Por isso mais razões temos para nos felicitar do que para reclamar contra o nosso tempo”.

Fonte: Curando as Emoções Feridas, Martin H. Padovani.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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