Tempos de Infância

Recordo saudoso os tempos de infância,
Quando ansioso e com coração palpitante,
Esperava a chegada da Festa de Natal
com suas luzes e brilho cintilante.
Bastava uma bola de presente
Mesmo frágil e descartável.
No meio da rua fazíamos algazarras,
Diversão naquele tempo não faltava,
E posso dizer com certeza: era algo invejável.
Esperava ansioso a Ceia de Natal
Pois tinha frango e macarronada sem igual
Também não faltava o guaraná caçulinha,
Que a gente bebia feliz pelo furo na tampinha.
É claro que não podia faltar também
nem no Natal, nem na Páscoa,
o manjar servido de sobremesa.
Não era um banquete de Rei, com certeza,
Mas a simplicidade ornava a Festa de beleza.
Muitos talvez já naquela época
Em meio a supérfluas preocupações
Deixavam de lado o principal motivo da festa
Que era aquele de deixar nascer Jesus nos corações.









Belíssima poesia!
Era bem assim, hoje o Natal é puro comércio