Removei a pedra

No acontecimento da morte e ressurreição de Lázaro nos deparamos com a beleza comovente da humanidade de Jesus: nós o vemos estremecer, chorar, comover-se, gritar pela perda do amigo. Um Deus muito humano, aquele que toda pessoa busca: não um Deus para adorar e venerar a distância, nos mais altos céus, mas um Deus que se comove e se envolve, que ri e chora.
De Lázaro sabemos poucas coisas: sua casa está aberta, é amado por muitos, é um amigo especial de Jesus: hóspede, amigo e irmão.
No dia das lágrimas, Deus parece estar longe. Jesus diz a Marta: “Seu irmão ressuscitará”(Jo 11,23) Marta, porém, ouve isso como um clichê, palavras formais que todos sabem dizer em um velório: “Eu sei muito bem que ele vai ressuscitar. Mas esse dia está tão longe dessa dor que agora sinto”. Ela fala ao futuro, Jesus se refere ao presente: “Eu sou a ressurreição e a vida”(Jo 11,25).
Remova a pedra. Jesus ordena para que removam a pedra do coração e para que tirem os escombros sob os quais a pessoa se encontra, ou seja, afasta de você os sentimentos de culpa, a incapacidade de se perdoar e de perdoar aos outros; afasta o mal recebido, que te prende às tuas sentenças de prisão perpétua.
Lázaro, vem pra fora: está ensolarado aqui fora, o dia está bonito! Saia da caverna negra de arrependimentos, remorsos e decepções.
Desatai-o e deixa-o ir: E Lázaro sai envolto na esperança suprema, porque constata que alguém é mais forte que a morte. Que a nossa vida seja viva, na esteira do amor dado e recebido.
Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, Ermes Ronchi.








