Religião

Ascensão do Senhor ao Céu

Quarenta dias depois da Páscoa celebramos a Festa da Ascensão do Senhor ao Céu. Até o V Século existia uma única Festa, a Festa da Páscoa, hoje celebramos também a Festa da Ascensão do Senhor e Pentecostes.

Foi necessário a Jesus libertar-se do tempo e do espaço para poder estar definitivamente presente em toda parte do mundo contemporaneamente e para sempre.

A partir daquele momento ninguém poderá dizer: “Eu não conheço Deus” ou: “O que Deus tem haver com a nossa vida?”. Jesus Cristo, o Filho de Deus, passou pelo nosso mundo e manifestou a nós o amor do Pai. Ele mesmo disse: “Quem me vê, Vê o Pai”. Ele quando retornou ao Pai, levou consigo nossa humanidade redimida. Diante do olhar de Deus sempre esteve e sempre estarão presentes as nossas alegrias e as nossas dores em Cristo.

Hoje celebramos a partida de Jesus deste mundo para o Pai, após ter concluído a sua missão de implantar o Reino de Deus neste mundo. Por outro lado, Jesus envia os Apóstolos para que eles deem continuidade a sua missão indo pelo mundo para anunciar a Boa Noticia do Evangelho. É a Igreja em saída já no início dos primeiros séculos.

“Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).

Toda a criação tem necessidade de escutar uma boa notícia, principalmente em tempos tão difíceis como estamos vivendo devido a Pandemia.

Em outros tempos muitos missionários tiveram a preocupação, quem sabe, em fazer milagres para convencer as pessoas sobre o valor do Cristianismo, mas Jesus deixou num primeiro momento somente este mandato: “Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) e que só depois iriam constatar os sinais que acompanhariam aqueles que tivessem acreditado.

Quem vos acolhe a mim acolhe e quem me acolhe, recebe Aquele que me enviou, diz Jesus. O chamado a evangelizar não é algo opcional ou uma missão somente reservada aos Bispos, aos padres e Diáconos, mas um elemento essencial na vida de todo discípulo de Jesus. Deixemos que o Espírito nos guie para águas mais profundas para sermos testemunhas qualificadas do amor de Deus, experiência esta que afirmamos ter transformado as nossas vidas.

Fonte: Paolo de Martino

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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