Um mês depois, entregador atacado por porco se recupera bem

William de Souza Rodrigues, 43, se tornou personagem conhecido no Brasil, desde quando, em julho, foi atacado por um “javaporco”, no bairro Bonsucesso, em Franca. Passado um mês do ocorrido, ele diz estar se sentindo bem e conta que sua recuperação vem tendo resultados positivos.
Professor de zumba, Willian estava trabalhando de motoboy quando tudo aconteceu. Com um afastamento de 30 dias, que se encerrou dia 18, ele diz estar ansioso para voltar ao trabalho como professor de dança. Ainda sobre a recuperação, ele diz faltar apenas mais uma dose da vacina antirrábica, tratamento necessário por conta das mordidas do porco. Ele completa dizendo que também iniciará uma fisioterapia no joelho, devido as lesões causadas no momento da queda.
Sobre o futuro, Willian, em tom de agradecimento, se diz muito feliz pelas inúmeras colaborações de pessoas de todo o Brasil e que agora seu plano é trocar a velha moto por um carro popular e passar a trabalhar como motorista de aplicativo, durante o período diurno.
Como foi o ataque
Em julho, o ataque sofrido por William foi gravado por populares e viralizou país afora. William seguia para uma entrega, quando o porco o derrubou da moto, na sequência o perseguiu e mordeu. O ferimento, além de render 14 pontos, fez com que o trabalhador precisasse ficar de repouso, sem trabalhar, por algumas semanas. William também é professor de zumba e na pandemia precisou exercer um novo ofício para sustentar a família.
Para ajudar, amigos do professor de zumba criaram uma vaquinha para que ele pudesse manter a família, formada pela esposa, um filho de apenas 1 ano e a enteada de 13 anos. O projeto Razões Para Acreditar, que ajuda pessoas em dificuldades, também criou uma vaquinha. “Criamos uma vaquinha para ajudar William a se reerguer. Com os recursos, vamos comprar um carro para que o entregador possa trabalhar como motorista de aplicativo e consiga sustentar sua família”, explicaram os organizadores na página da ação.
Em entrevista, o entregador disse que uma das coisas que mais o chatearam foi o fato de várias pessoas presenciarem o ataque do porco e não ajudarem. “O que mais me chateia é que diversas pessoas estavam vendo o porco me atacar e não fizeram nada para me ajudar. Se fosse uma criança, tinha morrido”, lamentou. O dono do porco foi autuado pela Prefeitura depois do ataque. O proprietário se comprometeu a recolher o animal para a chácara onde mora com a família.








