Governo amplia redução do IPI para 35%; medida contempla calçados, carros e linha branca

O governo federal decretou nesta sexta-feira, 29, uma nova redução na alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI), passando de 25% para 35% contemplando uma série de produtos, entre eles, calçados, máquinas, tecidos, móveis, linha branca, carros, entre outros.
Reafirmando o que havia dito na primeira redução, o governo alegou que a medida é parte de um pacote de medidas que visa ajudar a recuperação econômica do país.
Em nota, a Secretaria do Governo escreveu:
“A presente medida objetiva estimular a economia, afetada pela pandemia provocada pelo coronavírus, com a finalidade de assegurar os níveis de atividade econômica e o emprego dos trabalhadores”
O novo corte passa a vigorar no dia 1º de maio e, por lei, pode ser alterado por decreto sem a necessidade de passar pelo Congresso e também sem a necessidade de informar uma fonte de compensação.
Quanto ao impacto na arrecadação, o governo estima uma diminuição de receita na seguinte escala:
- R$15,2 bilhões em 2022
- R$27,3 bilhões em 2023
- R$29,3 bilhões em 2024
Quanto a Zona Franca de Manaus, os parlamentares do estado buscam um acordo com o governo, pois alegam que ao reduzir o IPI para todos os produtos acabam tirando a vantagem competitiva da Zona Franca que já é isenta de IPI.
Desemprego de 11,1% no primeiro trimestre é a menor taxa para o período em 6 anos

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje, 29, os dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), e revelou que nos primeiros três meses do ano a taxa de desemprego se manteve estável em 11,1%, quando comparada com o trimestre anterior, onde também apresentou variação de 11,1%. Essa taxa corresponde a 11,949 milhões de desempregados no país.
Na comparação anual, a taxa caiu, eram 15,257 milhões, ou 14,9% de desempregados em igual período de 2021.
Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE comentou:
“Se olharmos a desocupação em retrospecto, pela série histórica da pesquisa, podemos notar que, no primeiro trimestre, essa população costuma aumentar devido aos desligamentos que há no início do ano. O trimestre encerrado em março se diferiu desses padrões.”
Ainda segundo a PNAD, os ocupados agora somam 95,275 milhões, destes, 34,875 milhões possuem carteira assinada.
A taxa de informalidade se manteve acima dos 40%.
O rendimento foi estimado em R$ 2.548, alta de 1,5% no trimestre. Em um ano, despenca: 8,7%. A massa de rendimentos, sem variação significativa, é de R$ 237,673 bilhões.
Internacional
Com prejuízo líquido de US$3,8 bi, Amazon registra seu primeiro resultado negativo desde 2015

A Amazon reportou na última quinta-feira, 28, um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2022; uma queda considerável se comparada com o primeiro trimestre de 2021 onde a gigante do varejo havia reportado lucro líquido de US$ 8,1 bilhões. Esse é o primeiro resultado negativo da empresa desde 2015.
O mau desempenho foi causado principalmente pela desvalorização das ações ordinárias da Rivian Automotive, produtora de veículos elétricos a qual a Amazon é investidora. A montadora passou de um valor de mercado de US$ 90 bi no final de 2021 para algo próximo a US$ 29 bi nos dias de hoje.
Descontando o efeito desse investimento no resultado, o lucro ajustado foi de US$ 7,38 por ação, abaixo das expectativas do mercado de US$ 8,37.
A receita foi de US$ 116,4 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2021. As vendas de produtos tiveram queda de US$ 1 bi ficando em
US$ 56,5 bilhões, já a receita com serviços passou de US$ 51 bi para US$ 60 bi.
Para o próximo trimestre, a empresa projeta um crescimento entre 3% e 7% já precificando o impacto que será causado pelo aumento das taxas de juros nos EUA.




