Religião

Solenidade de Pentecostes

Em sua origem, Pentecostes era uma celebração agrícola do povo judeu, a Shavuoth, também chamada Festa da Colheita ou Festa das Semanas. Tinha duração de sete semanas, desde o dia seguinte à Páscoa até o 50° dia, e era uma forma de agradecimento ao Senhor pelas boas colheitas. Por causa da forte influência da cultura grega sobre os judeus, por volta do século IV a.C., o nome “pentecostes”, que significa “cinquenta dias depois”, passou a substituir o nome de Festa da Colheita ou Festa das Semanas. Além do aspecto agrícola, a Shavuoth comemora também a revelação da Lei (Torah) a Moisés, no Monte Sinai, o que aconteceu sete semanas depois da saída do povo judeu do Egito.

Para a comunidade cristã, Pentecostes é descrito em Atos dos Apóstolos 2: no primeiro pentecostes após a morte de Cristo, 50 dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. Conta-se que o acontecimento encheu o coração dos que haviam recebido a força, e deu a eles coragem para que pregassem a mensagem de Jesus pelo mundo. Cumpriu-se assim a profecia de Jesus, ao dizer durante sua ascensão aos céus, que enviaria seu Espírito Santo sobre todos os que cressem nele.

O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o ‘cartão de visita’ da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas”    (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.

Nossa Senhora, foi visitada pela primeira vez pelo Espirito Santo em Nazaré, no momento da anunciação do Anjo que disse a Ela para que não tivesse medo, pois Ela seria a Mãe do Salvador da humanidade. Mas , foi também, no Cenáculo de Jerusalém, no dia de Pentecostes, que Maria foi novamente visitada pela fecundidade do Espírito Santo e tornou-se, assim, Mãe da Igreja, refúgio admirável dos discípulos, que invocam sua Materna proteção.

Fonte: Domenica GHIDOTTI.

Súplica ao Espírito Santo

Vem Espírito Santo.

Vento impetuoso,

Fogo que purifica,

Mas também que é brisa suave,

Luz que ilumina.

Vem em nossos corações.

Palavra criadora e potente,

Mas também leve murmúrio.

Vem a nós água que regenera,

Mas também rios de água viva…

Que faz florir desertos áridos

Conceda-nos um olhar límpido

Conceda-nos sopro de liberdade

E transparência de vida.                

Conceda-nos ainda ternura e audácia

e assim poderemos viver

um novo Céu e uma Terra.

Amém!

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo