ColunasInspirados
Pede, Moleque

Tabuleiros exalam aquele perfume
– AMENDOIM…
Em doces quadradinhos
Em Piranguinho.
Ali, na janela, olhos gulosos
de moleques descalços,
de dia, de tarde, passeiam
no passeio de janelas perfumadas
Moleques mineiros:
a buscar o doce
a mão vai aonde a gula pede
e não pede à dona do tabuleiro.
Donas dos tabuleiros gritam:
– Pede, moleque!
Não pegue,
pede, não roube…
Mas os pés de moleque se vão,
Com doce na mão, voando rasteiro.
No tabuleiro, o espaço vazio de doce,
roubado tem mais sabor.
Mas a língua adoça a expressão
Não só mineira
uai, de todos nós,
brasileira.
– Pé de moleque
Doce gostoso, sô.
Pede, moleque,
o pé de moleque.









