Liga dos Superpets é diversão para toda a família

Mascotes dos super-heróis salvam o dia em nova animação que chega aos cinemas de Franca nesta quinta-feira
Animais de estimação que simulam a personalidade e os superpoderes de seus tutores são uma tradição das histórias em quadrinhos. Krypto, o cão do Superman, surgiu nas HQs em 1955, e Ace, o Bat-Cão, melhor amigo de pelos do Batman, apareceu nas páginas dos gibis poucos meses depois.
Naquela época, os quadrinhos viram sofrendo fortes críticas da ala conservadora da sociedade norte-americana, que considerava os comics, como são chamados naquele país, nocivos para as crianças. A pressão foi tanta que chegou a ser formada uma comissão no Senado para investigar o assunto.
As editoras cederam, criaram um código de autocensura – o “Comics Code” – e amenizaram as histórias com a introdução de elementos infantis, como os supermascotes. Desde então, estes animais vêm aparecendo esporadicamente nas histórias em quadrinhos e desenhos animados (Krypto estrelou sua própria série de TV em 2005) e até fizeram aparições especiais em seriados live action.
DC Liga dos Superpets, que chega aos cinemas de Franca nesta quinta-feira (28), é a primeira produção do cinema a dar protagonismo a estes curiosos superseres. Krypto (dublado pelo astro Dwayne Johnson e, na versão brasileira, por Marcelo Garcia) é a estrela da animação. Amigo inseparável e protetor do Superman desde que ambos embarcaram juntos num foguete em fuga do planeta Krypton, o supercão vê seu reinado ameaçado à medida em que o relacionamento amoroso de seu tutor com a repórter Lois Lane avança.
Neste meio tempo, um pedaço de kryptonita laranja – uma das muitas variações dos cristais nativos do planeta do Superman – acaba caindo por acidente num pet shop, concedendo incríveis poderes para o cão Ace, a porquinha PB, o esquilo Chip e a tartaruga Mirtes. Acontece que a porquinho-da-índia Lulu, que no passado havia servido de cobaia para os experimentos do arqui-inimigo do Superman, Lux Luthor, também ganha superpoderes e converte-se automaticamente na vilã da história.
Lulu e seu exército de porquinhos-da-índia superpoderosos conseguem a um só tempo derrotar todos os heróis humanos da Liga da Justiça (Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue) e eliminar os poderes de Krypto. Só resta ao desalentado cão recorrer ao auxílio dos agora empoderados animais, que ele desprezava quando eram normais. A partir daí, a trama trata de valores como humildade, amizade, superação e do conhecido amor incondicional dos pets por seus tutores.
A versão original tem outros nomes estrelados no elenco de dubladores, como Keanu Reeves (astro de Matrix) no papel de Batman, Diego Luna (o Cassian Andror, de Star Wars) no de Batman, e John Krasinski (da série Jack Ryan) no de Superman.
Para a versão nacional, a Warner escalou, além de Marcelo Garcia, Duda Espinosa (Ace), Priscilla Alcantara (PB), Marco Luque (Chip), Guilherme Briggs (Superman), Francisco Jr. (Aquaman), Flavia Saddy (Mulher-Maravilha), Ilka Pinheiro (Mirtes), Clécio Souza (Flash), Eduardo Borgerth (Ciborgue), Angélica Borges (Lulu), Duda Ribeiro (Batman), Aline Ghezzi (Lois Lane) e Taís Feijó (Lanterna Verde).
Feito sob medida para o público infantil, DC Liga dos Superpets têm tudo para agradar também os pais e outros adultos que acompanharem os pequenos ao cinema, graças a um roteiro inteligente, divertido, emotivo e bem-estruturado, e uma técnica de animação impecável. Os leitores habituais de quadrinhos encontrarão um prazer adicional ao identificar as muitas referências distribuídas ao longo da trama, do uniforme do Superman à trilha incidental.
Aviso aos pais: segurem os pequenos nas cadeiras até o final dos créditos para que eles possam curtir uma cena adicional bem engraçada e, de quebra, serem apresentados a um personagem que chegará em breve aos cinemas.








