Opiniões

Você já sofreu preconceito em razão da sua idade?

Quem nunca ouviu a frase “Você não tem mais idade para isso!?”

Pois é! Falar de preconceito por idade não é tão comum, mas diariamente inúmeras pessoas são discriminadas em virtude da sua data de nascimento. A rejeição pode acontecer em todas as fases, mas na maior parte do tempo atinge mulheres e homens mais tempo de vida.

Talvez você não tenha ouvido ainda os termos etarismo, idadismo, ageísmo, mas todos eles definem preconceito e intolerância contra pessoas com idade avançada. E essa coisa da idade, da suposta velhice, vem sofrendo variação ao longo dos tempos, por exemplo, na década de 70 quando a expectativa de vida era de 57 anos, uma pessoa com 40 anos já era considerada uma pessoa idosa.

Atualmente a média de vida dos brasileiros, de acordo com o IBGE, é de 76,6 anos. Em 2030 o Brasil estará no ranking como a 5ª nação de pessoas mais velhas do mundo, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e catorze anos.

O fato é que estamos vivendo mais e é necessário mudar essa visão de que idade é um grande obstáculo. Não podemos permitir que pessoas sejam afastadas do convívio social por não serem consideradas adequadas para determinadas situações e ambientes, precisamos identificar meios de fazer com que haja a efetiva inclusão de forma que pessoas com mais idade sejam vistas como pessoas capazes de sonhar, realizar e participar.

Inúmeras ações precisam ser adotadas para que aos poucos, as barreiras do preconceito e da discriminação sejam quebradas. Um passo importante para isso é a implementação de politicas públicas contemplando a oferta de espaços e serviços destinados a garantir a qualidade de vida dessa população. Outro ponto é a questão da contratação e manutenção de pessoas idosas em postos de trabalho, a experiência acumulada ao longo dos anos não pode ser descartada.

De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde de 2021, estima-se que uma em cada duas pessoas no mundo tenha atitudes discriminatórias que pioram a saúde física e mental de pessoas idosas e reduzem sua qualidade de vida. O dado revela que há falha na formação e que a questão precisa ser abordada nas escolas, para que os jovens aprendam a lidar, sempre tendo em mente que, se tudo correr bem com eles, serão os idosos do amanhã. Empatia deve ser o grande mote.

A mudança de comportamento social passa pela atitude de todos nós! Um bom começo é discutir sobre o tema e evitar falas discriminatórias, como: “está velho demais para isso”, “nossa, você parece mais jovem”, “como está conservado”, afinal, negar o envelhecimento é negar a própria vida, pois todos seguirão pelo mesmo caminho – o do envelhecimento que, aliás, é um grande privilégio.

Dra. Cristiany de Castro

Advogada, Diretora Social da Federação das APAES do Estado de São Paulo, mestre em Desenvolvimento Regional pelo Uni-Facef. E superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa UNIAPAE/SP.

5 Comentários

  1. Parabéms Dr:Cristiane Amei seu texto sou tia da Giuliana Baldon e tenho meus 86 aninhos já lucrei 10 segundo as estatisticas.e pretendo viver mais uns 10 se Deus me permitir.Um Abração da Marina.

  2. Dra. Cristiany, parabens pelo texto e por ter levantado um assunto importante. Assunto este, que passa totalmente despercebido pela nossa sociedade. Abraço fraterno. NSN

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