Copom eleva taxa básica de juros para 12,75% ao ano

Por Tales Bove
O Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu nesta quarta-feira, 04, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, a 12,75% ao ano. Esse aumento representa uma variação de 1% em relação a taxa anterior de 11,75% ao ano. Essa foi a 10ª alta consecutiva dentro do ciclo de altas da Selic estabelecido pelo Banco Central que teve seu início em março de 2021.
Em comunicado divulgado no site da instituição, o BC avaliou que o ambiente externo continuou se deteriorando ainda sob efeito das pressões inflacionárias decorrentes da pandemia e também da guerra na Ucrânia. Para a próxima reunião o Copom sinalizou que pode manter o ciclo de alta da Selic, porém em menor magnitude, inferior a 1%.

Balança comercial brasileira fecha abril com superávit de US$8,148 bi
O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira, 5, que a balança comercial brasileira registrou superávit de 8,148 bilhões de dólares em abril, resultado da diferença entre 28,902 bilhões de dólares em exportações e 20,754 bilhões de dólares em importações.
Esse é segundo melhor resultado da série histórica iniciada em 1998, apesar disso, os dados vieram abaixo das estimativas dos analistas que apontavam um superávit de 9,726 bilhões de dólares. Ainda de acordo com o Ministério da Economia, a estimativa para 2022 é fechar o ano com um saldo positivo de 111,6 bilhões de dólares.

Fed eleva taxa de juros dos EUA em 0,5%
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) anunciou nesta quarta-feira que elevou a taxa básica de juros do país em meio ponto percentual para 1% ao ano. A justificativa para o novo aumento é a inflação persistente no país que não dá sinais de recuo e já é a maior em 40 anos.
O FED anunciou ainda que para as próximas reuniões poderá manter o ciclo de aumento na taxa caso julgue necessário, e que pretende desacelerar e posteriormente suspender a compra de títulos pelo governo visando uma redução no seu balanço. Atualmente, o balanço do Fed mantém um estoque de aproximadamente 9 trilhões de dólares.

Comissão Europeia altera proposta de embargo ao petróleo russo
Após o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, considerar que o embargo total ao petróleo russo seria como uma ‘bomba atômica para a economia do país”, a Comissão Europeia voltou atrás e alterou a proposta para estender o período antes de entrar em vigor para Hungria, Eslováquia e República Checa, que são extremamente dependentes do petróleo russo.
A nova proposta propõe que a Hungria e a Eslováquia possam continuar a comprar petróleo russo a partir de oleodutos até ao final de 2024, enquanto a República Checa poderá continuar apenas até junho de 2024.
Para os demais países do bloco, todas as importações de petróleo cru russo serão encerradas em seis meses, enquanto aquelas envolvendo produtos refinados vão acabar até o fim de 2022. A reunião para discussão sobre o assunto entre os membros da UE acontece nesta sexta-feira, 06.








