PcD Para com Desculpa

Antes, brincavam com o plural.
Théo, Théis.
Queriam me irritar,
Instantaneamente cruéis.
O passeio pelo shopping, legal.
Sábado, 15 de novembro.
Ócio nacional.
Do piso das grifes saímos,
Escada rolante usamos.
Praça de alimentação pedimos.
Afinal, de tanto rodar, cansamos.
O melhor estava por vir.
O menino não andava,
Corria, constatamos.
Escapou das mãos da mãe,
Cuidadosa senhora,
Que sem graça, escondia,
Preconceito dos outros, embora.
Tropeçou o anjo no próprio passo?
Por deficiência, desequilibrou,
E o carisma revelou.
Logo que me abaixei,
Um dos braços estendi.
Vê-lo cair não cogitei.
Assim, o firmei.
O outro apoio que teve
Foi de Catarina, que não se conteve.
Queria o óbvio esconder.
Entre eufórica e desapontada
Não sabia como agradecer.
Deve ter perdido a meada,
Para a pose social manter.
Foi então que confirmamos:
-Não adianta ser o Tal.
Vida é viver!
Vejam que impressionante.
Quem iria cair, sapeca.
Em nosso colo, relutante,
Agora, estava o levado da breca.
A selfie não tardou.
O providencial encontro,
É dia que perenizou.
Théo, filho, Théo pai.
Parecia bastante, ideal.
Até o outro Théo , que sai,
Da Down sarro tirou!
Ao sumir no corredor.
Tristes e, incrível, felizes,
Nós quatro ali deixou.









Que bonito! Parabens!
Uma alma sensível distingue deficiência de eficiência.
Beijo, Li.
Sua credibilidade profissional lhe denuncia! Rsrsrs.
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Está poesia vem do Théo para o Théo, muito bem escrita pelo poeta Théo. Parabéns.
Você é um grande amigo, João Guilherme!
Obrigado.
Abraços.