Inspirados

“(Meu) último poema”

Que poeta vagabundo eu sou,
Se não consigo rimar teu nome,
Com nada disso tudo que me envolve,
O verso se esvai entre os meus dedos,
E me revolta, e me dissolve.

Que tristíssimo poeta eu sou,
Ainda sigo no escuro à procura de você,
Que se acha cada vez mais no meu peito
Enquanto insiste em se perder no mundo,
Eu que sou apenas um poeta vagabundo.

Que já devia estar acostumado ao mal de amor,
Pois ser poeta é mesmo sina sem escolha,
É esculpir o corpo dela numa folha
E depois fazer da folha cobertor.

Cobertor que às vezes nos aquece a vida.
Cobertor que frequentemente nos queima de morte.

Rafael Fonseca Lemos

49 anos, é Advogado em Curitiba-PR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo