Disposição
Reprodutor, que por instinto copula,
Anota mais uma em sua bula.
Desconfiado do traço de gente,
Some do mapa, covarde e sorrateiramente.
Conquistador, do macho guarda diferenças sutis.
Precisa seduzir o tempo todo, com seus ardis.
Apegar a outra pessoa lhe é martírio!
Conseguiu o que queria, pinga outro colírio.
Indiferente, leva o relacionamento na indolência.
Se muito oferece ao parceiro é a impaciência.
Reserva-se a não dialogar, para se esquivar
Da responsabilidade protetiva de amar e cuidar.
Resignado, chega a jogar a toalha,
Neurótico ou passivo, no fio da navalha,
Em atitude de vigilância das oportunidades,
Abraça-se a si para não dividir felicidades.
Ocupado, vítima do cargo que se atribuiu,
Jura sentir-se bem, entretanto, porque anuiu,
A todos tem que prover, a dano de bem conviver.
Com os quais esbraveja sua razão de viver!
O que é feito do pai ideal, caramba?
Os exemplares, quais ou demais, na corda bamba,
Equilibram-se nos conflitos entre as mães e filhos.
São céticos orando; onde há armadilhas, são trilhos.
Com amor, a todos os pais e para você não que se dá conta de que o é!
Théo Maia









Muito boaaa!