“Respostas desaforadas para perguntas burras” Para a Mestra Patrícia Reis

Inhaim?
A Tobi e a Lolosa estavam se afastando de mim.
Tipo assim: me evitando. Andava bruta demais. Igual a uma égua. Mas como amigo é amigo, a Tobi sugeriu que eu procurasse um finacologista. Marquei pelo SUS. Esperei um mês e dando coice na sombra. Até com a Nininha, eu andava meio sem paciência com os latidos dela. Chegou o dia da consulta.
Dr Biscoit Fino Mole me atendeu. Pediu exame. Não posso ver sangue e desmaiei na hora que enfiaram a agulha no meu braço. A Tobi abanou-me com um leque.
Voltei. Vi direitinho meus finados pai e mãe. Saiu o resultado. E não é que os meus hormônios estavam acabando? Por isso que nem batendo bolo eu estava mais. O Dr Biscoito me receitou um hormônio em gel que passa nas coxas todo dia. O nome: Estreva. Melhor mudar para “A Treva”, ô trem caro. Valia duas faxinas. E não tem pelo SUS. Vou atrás do juiz, ah, vou.
Mas dentre as minhas respostas, lembro-me de algumas que dei quando a conversas que nem eram comigo. Era só sacar que a pergunta era meio burra, que eu dava coice.

1 – Fui ver a Esportiva jogar e tomar umas. O juiz mostrou o cartão vermelho pro jogador, que perguntou:
O senhor está me expulsando?
-(E eu) Não, mocorongo! É pra ver se você é daltônico.
2 – Perto do barraco, um cara vai andando pela rua e leva o maior tombo (casa de pobre fica bem na subida), o sujeito que o acode pergunta:
-Caiu?
-(E eu) Não, ele se jogou
3 –Vinha da casa de uma patroa, no ponto do ônibus tinha um cara parado. Chegou outro cara e perguntou:
-Você vai pegar o ônibus?
-(E eu) Não, ele mora aqui nesse ponto de ônibus.
4 –Escutei um amigo que encontrou com o outro e perguntou:
-Cortou o cabelo?
E o outro: -Não, caiu. (adorei! Esse é dos meus).
5 – Estava fazendo uma faxina na casa da Dona Bobona Fedida quanto o neto dela chegou todo molhado e a véia perguntou:
-Tá chovendo lá fora?
-(E eu) Não, é que todo mundo da rua resolveu jogar um balde de água nele.
6 –Eu, a Tobi e a Lolosa estávamos na Gauchic quando o garçom perguntou pra mesa do lado, que tinha um casal:
-É pra dois?
-(E eu) Não. Ele vai comer e ela vai ficar admirando.
7 – Numa dessas viagens que acompanhei a véia de cadeira de rodas (inclusive Ouro Preto), o hotel tinha elevador. A moça que aperta os “botão” perguntou:
-Sobe?
-(E eu) Não. Eu vou pros lados (ali que começava meus sintomas de falta de hormônio.
8 – Estava na rua fazendo o bebê dar uma cochilada, quando uma mulher perguntou:
-E seu filho
-(E eu) Não, ganhei na rifa.

Semana que vem tem a continuação com um final surpreendente.









Parabéns! Me divirto lendo sua coluna.