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Quando a cidade caminha, a voz das mulheres ecoa: 8ª Caminhada Pelo Fim da Violência

No dia 30 de novembro aconteceu a 8ª Caminhada Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas, um ato marcante organizado pelo Grupo Mulheres do Brasil, que reuniu vozes, passos, dores e esperanças em um único movimento de coragem coletiva.

Enquanto o Brasil registra um feminicídio a cada 7 horas, precisamos repetir, com clareza e coragem: não há espaço para normalizar a barbárie. Cada número representa uma vida interrompida, uma família devastada, um alerta que deveria sacudir toda a sociedade.

A urgência é agora.
A luta por políticas públicas eficazes é inadiável. Combater a violência de gênero é defender a vida, a dignidade e a liberdade de todas nós. É transformar indignação em ação concreta, em leis que funcionem, em acolhimento real, em segurança efetiva.

A cidade se tingiu de laranja, cor que simboliza alerta, energia e movimento. Mulheres, homens, famílias, organizações e lideranças sociais caminharam lado a lado, mostrando que quando a sociedade se levanta, a mudança deixa de ser promessa e começa a ser construção.

E seguimos.
Nas ruas, nas instituições, nos debates, nos projetos e, principalmente, na vida diária — para que nenhuma mulher seja vítima de violência.
Porque cada passo conta.
Porque cada vida importa.
Porque juntas somos mais fortes e não abriremos mão de um futuro seguro para todas nós.

Os números doem: até setembro deste ano, foram registrados mais de 700 feminicídios no Brasil — cerca de 4 mulheres assassinadas por dia apenas por serem mulheres.

Em Franca, pintamos de laranja a Avenida Presidente Vargas, reafirmando que essa causa não será silenciada.

Que a sociedade se manifeste cada vez mais no combate a esse crime bárbaro.
Que nunca esqueçamos: ninguém merece morrer por dizer “não”.
E que nós, mães, sigamos firmes na missão de educar nossos filhos para tratar todas as mulheres com o respeito que merecem — porque é em casa que começa a transformação que o mundo tanto precisa.

Re Comparini

É jornalista, radialista, psicóloga e colunista reconhecida pela Abraco (Associação Brasileira de Comunicadores e Colunista⁩s Sociais)

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