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“Paguei os meus pecados”

Inhaim?

As faxinas minguaram depois da “pandimia”. Tô porca no trecho. Tenho que pagar a ração da Nininha, a comida do papagaio que só fala “vai tomar no c…, vai tomar no c.., curupacotatao”. Tava tocando as galinhas quando apareceu a dona do salão de cabeleireiro e me contratou para fazer a faxina. Milagre. E lógico que eu fui. Um bico assim faz falta, cai bem. O salão se chama Hair Style Monalisa e tinha um cabelereiro gay, Vitaminosa Dion. Um salão de quinta, no meu bairro, o Puxa Faca. Atende uma mulherada feia pra dedéu. Cada uma que só nascendo de novo.

Alisa, estica, faz um “ton” de botox no cabelo. “Botox” não é para esticar as caras das madamas que ficam mais lisas do que bunda de nenê? Não entendo nada.
A Vitaminosa pediu para eu ajudar a lavar os cabelos da mulherada também. Que nojo!!! Quanto cabelo embaraçado. E o tanto que cai e entope o ralo da pia? Tive que tirar aquilo tudo. Dava pra fazer uma peruca no Anderson Silva, aquele tesão.

E varrer aquelas unhas de tatu? – nunca vi unha tão grossa daquele jeito e olha que eu sou pobre. Se uma mulher daquela passa a unha ou pretê na hora do vuco-vuco” dá “gangrena”. E os “carcanhá” rachado? Tudo preto. Quando lavava saía tanta pele que parecia queijo ralado. E as pitricas? Tudo cabeluda. Nunca viram uma “gilette”. Ali tinha Tarzan, a Jane, a Chita, o cipó, 3 leões, 1 elefante e uma sucuri. Jesus, me abana. E o cheiro de peixe morto…

Nunca vi tanto pobre fresco. Não tem aonde cair morto e dá uma de rico. “Meu nome é Sil”. Pobre quando quer dar uma de rica reduz o nome. “Sil”. E o tanto de cabelo que eu varri? Dava uma peruca pra Elza Soares.

Na semana que vem tem a continuação de minha perambulação no salão de cabeleireiro. Quer rir mais? Assiste ao horário eleitoral gratuito. Semana que vem tem mais…

Luciene Garcia

É jornalista e criadora da personagem Lulu do Canavial.

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