Kemily Lira e a Revolução Verde da Ciência Jovem

A educação pública francana acaba de ganhar destaque com o brilhantismo da estudante Kemily Patrícia Lira, autora do projeto Symbiose Negra, uma descoberta científica inovadora que mostra como a ciência pode ser enxergada além do óbvio e transformar desafios em soluções sustentáveis.
Orientada pelo professor Irineu Zulato, na Escola Estadual Mário D’Elia, Kemily desenvolveu uma pesquisa que alia criatividade, simplicidade e impacto social. O Symbiose Negra propõe o uso de fungos melanizados extremófilos – conhecidos por sobreviver até em ambientes radioativos – como base para biofiltros vivos capazes de capturar poluentes do ar e, ao mesmo tempo, gerar microcorrentes elétricas.
Em seu protótipo experimental, cultivado em gelatina com açúcar, parte dos fungos foi exposta à luz UV-A e outra mantida no escuro, simulando ambientes de poluição. Foram aplicados dióxido de carbono e amônia, e por meio de indicadores naturais foi possível comprovar que o sistema absorvia de fato os poluentes. O resultado surpreendeu: os fungos cresceram mais rápido sob luz UV-A, absorveram gases nocivos e ainda produziram eletricidade suficiente para alimentar pequenas cargas.
O impacto potencial do projeto é imenso:
Redução de até 60% de poluentes atmosféricos em áreas urbanas e industriais.
Geração de energia limpa local para sistemas autossustentáveis.
Aplicações em postes de iluminação, telhados verdes, painéis em prédios, ônibus, estações de transporte público e áreas industriais.
Melhoria direta da qualidade do ar e da saúde pública, além do fortalecimento da economia verde.
Mais do que resultados, o Symbiose Negra é prova de que a educação pública pode ser celeiro de inovação científica. Kemily não apenas conduziu uma pesquisa ousada, como também mostrou que soluções acessíveis podem nascer com materiais simples – como gelatina, papel filme e até o fungo do pão – e gerar impactos globais.
Agora, a jovem pesquisadora busca apoio para expandir os testes em espaços públicos, participar de feiras científicas e levar a pesquisa a níveis estadual, nacional e até internacional. O incentivo a projetos como este significa investir em ciência aplicada, sustentabilidade e no protagonismo juvenil que transforma comunidades inteiras.
Parabéns, Kemily Lira, por representar tão bem a força da juventude na ciência e à frente de uma descoberta que pode mudar a forma como cuidamos da vida e do planeta. Um orgulho para Franca, para a educação e para o futuro!








