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Histórias do Bicentenário de Franca, parte II

O portal Notícias de Franca publica hoje a segunda parte de uma série de textos especiais em homenagem ao bicentenário de Franca.

Os artigos contam a história da cidade, desde quando era apenas um pouso dos bandeirantes, ainda no século XVIII, até os dias atuais.

O projeto é de autoria de Isa Marguilet. Ela fez detalhada pesquisa nos acervos do museu de Franca, nos sites oficiais e deu se toque pessoal para recontar a história da nossa cidade. Acompanhe, compartilhe com os amigos, com as crianças… É um jeito gostoso de descobrir ou redescobrir a nossa Franca.

Bem-vindos novamente!!!

Prontos para mais uma viagem no tempo sobre a história de Franca?

Imagem feita com IA por Guilherme Alvim

No início do século XIX, essa região fervilhava de atividade, com mineiros do Sul de Minas e goianos do Sertão da Farinha Podre buscando novas oportunidades. O motivo? A mineração em Minas Gerais estava perdendo o brilho, então esses aventureiros decidiram apostar na agricultura e na criação de gado para garantir seu sustento.

A imagem da esquerda foi retirada da Internet e ilustra Hipólito Antônio Pinheiro. A imagem da direita é uma ‘releitura’ produzida com ajuda da Ia, por Guilherme Alvim

                      

E quem foi o protagonista desse capítulo inicial da história de Franca? Hipólito Antônio Pinheiro, um mineiro destemido de Caconde, que assumiu como Capitão de Ordenanças do “Belo Sertão do Rio Pardo” em 1804. Esse foi o pontapé inicial para a fundação do povoado que viria a se tornar a cidade que conhecemos hoje.

Ilustração do governador  da Capitania  de São Paulo, Antônio José da Franca e Horta. Imagem feita com ajuda da IA, por Guilherme Alvim

 Em 1805, a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca e do Rio Pardo foi criada em homenagem ao Governador da Capitania, Antônio José da Franca e Horta. E assim, nasceu oficialmente a cidade, em meio a três colinas e dois córregos, com terras gentilmente doadas pela Fazenda Santa Bárbara.

Pintura a óleo da Capela do Rosário, de Boaventura Cariolato, 1960; exposta no Museu de Franca. A capela foi construída pelos negros da irmandade do Rosário

A partir daí, a cidade começou a tomar forma, com a construção de uma capela provisória que foi chamada  de Nossas Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Ela  ficava localizada onde hoje é  a Cúria Diocesana,  mais tarde construiriam a imponente Igreja Matriz. As casas foram surgindo ao redor da igreja, criando um padrão peculiar semelhante a um tabuleiro de xadrez. E mesmo nos dias de hoje, podemos sentir a atmosfera histórica dessas ruas e praças, que testemunharam os primeiros passos dessa comunidade vibrante.

   Dom João VI  (Wikipédia)

                                                  

Mas a jornada de Franca estava apenas começando. Em 1821, Dom João VI tentou estabelecer a Vila Franca Del Rei, mas esbarrou na resistência da Vila São Carlos de Jacuí, que queria unir a área a Minas Gerais. Somente em 1824, a Freguesia da Vila Franca Del Rei finalmente conquistou sua independência, passando a ser chamada de Vila Franca do Imperador.

Ouvidor Freire; ilustração feita com auxílio da IA,  por Guilherme Alvim

                                        

E para marcar os espaços dessa cidade em crescimento, entrou em cena o Ouvidor Freire, da Comarca de Itu, que delineou as primeiras praças e ruas, como a Praça da Alegria e da Aclamação e a Rua do Comércio, Rua  Primavera, Rua Adro, Rua Nova e a Rua do Ouvidor. E assim, Franca ganhava cada vez mais forma,  preparando-se para os próximos capítulos de sua riquíssima história.

Ficou querendo saber mais? Semana  que  vem  te conto!!!

                                                

Isa Marguilet

É contadora de histórias, atriz, escritora, recreadora infantil e fundadora da Acim

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