Dor que rasga o coração

Gosto muito de Frida Kahlo, histórica pintora mexicana, porque ela era capaz de externar a sua dor em arte.
A arte que carrega a dor de ser uma mulher. A dor de não poder gerar filhos, a dor de ser traída, a dor de estar acamada aos dezoito anos.
Penso que a felicidade e excitação são facilmente exteriorizadas. Por si só são sentimentos que carregam este dever de – mas a dor não.
A dor é confusa, irritante e feia.
Também penso que só a dor é capaz de se transformar em telas.
A dor nasce sem pedir permissão, sem precedentes, existe e resiste sem esforço algum. Entretanto, Frida carrega a autonomia de escolher como a sua dor será retratada.
As sequelas de paralisia infantil lhe puseram a andar e a correr sobre telas e quadros, nas costas de pincéis amantes das cores, ativistas no preto e branco da realidade.
Júlia Abreu
Pirassununga, SP
Acadêmica do curso de Direito da FDF, amante das artes e das letras.







Parabéns minha filha!!!! Um texto que nos faz refletir sobre a dor, essa da alma sabe? Então… difícil de explicar.