Presidente da Câmara anuncia exoneração e critica perseguição política

A repercussão das publicações feitas pelo assessor parlamentar Marcelo Ramalho levou o presidente da Câmara Municipal de Franca, vereador Fransérgio Garcia (PL), a anunciar sua exoneração.
Ramalho havia utilizado as redes sociais para defender a demissão de trabalhadores identificados como apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em meio às manifestações de hostilidade que se seguiram ao segundo turno das eleições presidenciais.
Além de anunciar a medida, Fransérgio se posicionou publicamente contra a discriminação motivada por preferências partidárias.
Durante a 39ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada na manhã de terça-feira (27), o vereador fez um apelo aos parlamentares e à população para que as divergências políticas não se transformem em perseguições, rompimento de relações pessoais ou prejuízos profissionais.
O presidente do Legislativo demonstrou preocupação com a polarização após as eleições e criticou manifestações nas redes sociais que incentivam pessoas de direita e de esquerda a deixar de contratar profissionais ou manter relações com quem possui opiniões diferentes.
“Isso sim é um retrocesso humano que nós estamos vivendo”, afirmou.
“Nós não somos inimigos. Nós somos um só povo”, afirma Fransérgio
Em seu pronunciamento, Fransérgio Garcia defendeu que a disputa eleitoral não deve transformar brasileiros com diferentes posicionamentos políticos em inimigos.
“Nós temos que respeitar as diferenças, os posicionamentos políticos e entender que nós não somos inimigos. Nós somos um só povo”, declarou.
O vereador também argumentou que, independentemente do candidato vencedor, a população compartilha as consequências das decisões políticas e econômicas tomadas no país.
“Porque nós estamos todos dentro desse mesmo barco e, se ele afundar, nós vamos afundar junto”, afirmou.
Ao direcionar sua mensagem aos moradores de Franca, o presidente da Câmara pediu que as divergências ideológicas não comprometam as relações entre pessoas que convivem na mesma cidade.
“Todos nós somos brasileiros. Isso não é uma torcida de futebol, que um torce para um time e o outro torce para outro. Nós somos todos torcedores do Brasil”, disse.
O pronunciamento abordou diretamente comportamentos semelhantes aos registrados nas redes sociais após a eleição, como o incentivo à exclusão de profissionais e ao afastamento de pessoas por suas posições políticas.
A manifestação de Fransérgio, que pertence ao mesmo partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, reforçou a defesa do respeito às diferenças e da convivência democrática, sem distinção entre eleitores de direita ou de esquerda.
A fala do presidente da Câmara ocorreu no mesmo contexto em que um integrante de seu gabinete passou a ser questionado por defender represálias profissionais contra apoiadores do PT.
Embora a assessoria legislativa tenha divulgado o pronunciamento em defesa da tolerância política, o comunicado sobre a sessão não detalha o episódio envolvendo Marcelo Ramalho nem menciona a exoneração anunciada. As duas informações devem ser apresentadas com suas respectivas atribuições.






