Religião

Professar a Fé e tomar a Cruz

Quem professa a Fé em Jesus é convidado a trilhar o caminho da Cruz.

Os discípulos encontraram Jesus rezando e lhe disseram: “Todos te procuram!”. Mas todos o procuram para que? Com o desejo de vê-lo, de escutá-lo, de encontrá-lo, ou para pedir curas?

Muitos quem sabe pensam que Jesus é uma figura histórica, um homem bom que se deu mal pelo fato de ter sido tão bom. Quem sabe tenha sido um mero sonhador que foi esmagado pela violência e pela arrogância dos poderosos de sua época.

Quem sabe ainda muitos de nós tenhamos frequentado a Igreja desde a infância aprendendo muitas coisas sobre a vida cristã e sobre a fé. Porém, ao nos tornarmos adultos ficamos um tanto desencantados e distraídos e isso nos levou a um desinteresse por Jesus e pelas coisas da Igreja.

Mas se quisermos continuar a ser discípulos, Jesus nos propõe a seguinte lógica: devemos estar dispostos a renunciar tudo por amor a ele. Jesus nos propõe o caminho da Cruz, pois “na Cruz o nosso coração encontra vigor, na Cruz encontramos a alegria do espírito, na Cruz está a plenitude da virtude, na Cruz está a perfeição da santidade. Se formos companheiro de Jesus na tribulação, vamos ser também companheiro na glória. Toda a vida de Jesus nesta Terra foi Martírio e Cruz e nós pretendemos encontrar em nossa vida somente repouso e alegria? Ninguém será capaz de compreender as coisas celestes, se primeiro não se exercitar a sofrer as contrariedades por amor a Cristo. “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”(Mt 16,24). “É preciso passar por muitas tribulações para entrar no Reino dos Céus”(At 14,22)”(Do livro Imitação de Cristo).

Quando estamos junto a Jesus tudo é bom e nada nos parece difícil ou complicado, já quando Jesus não se faz presente tudo o que fazemos parece muito penoso.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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