O Senhor “me guia no caminho mais seguro” (Sl 22,3b).

Jesus contou aos sumos sacerdotes e anciãos do povo (Mt 22,1-14) a “história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho”. Os empregados chamaram os convidados, mas estes recusaram. Outros empregados insistiram no convite, pois tudo já estava pronto, mas cada um se esquivou, alguns até foram violentos. Diante da recusa dos convidados de honra, o rei pediu para chamar aqueles que estavam à margem, maus e bons, enchendo a sala da festa.
O que Jesus quer nos ensinar com esta parábola? O rei é Deus, ele é o Filho. O Pai celeste celebra a sua aliança com os seus filhos, pela mediação de Jesus Cristo, o revelador da nova aliança, baseada na justiça e no amor, que gera abundância, vida e felicidade. Alguns não aceitam o Filho e o seu caminho de fraternidade, pois estão preocupados com outras coisas, e não com a justiça do Reino. O convite é oferecido aos que aceitam a fé em Jesus e aderem a sua proposta de salvação, participando do banquete. A entrada no Reino dos Céus é fruto de um convite gratuito e de uma resposta livre e pessoal.
O rei observou que entre os convidados havia “um homem que não estava usando traje de festa”, por isso foi excluído. Participar do Reino dos Céus requer uma resposta consciente, livre e gratuita, com responsabilidade e o compromisso da vivência das bem-aventuranças e da prática das boas obras dos justos. “Se vossa justiça não for maior que a dos escritas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20).
Somos justificados pela fé e pelas obras de misericórdia.
Deus convoca o seu povo para um banquete fraterno, universal e salvífico, com ricas iguarias, símbolo da sua salvação, com a eliminação das lágrimas, do luto, da tristeza e da morte (Is 25,6-10).
O apóstolo Paulo agradece a ajuda que recebeu da comunidade de Filipos. Só Deus pode pagar essa generosidade. Se permanecemos em Cristo, podemos navegar na abundância e na escassez. O segredo é a comunhão com Aquele que nos fortalece. A sua graça nos conduz, a Ele “a glória pelos séculos dos séculos” (Fl 4,12-14.19-20).
“Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos” (Sl 22,6).







