Religião

O doce fruto do perdão

Zaqueu procurou primeiro “ver” Jesus, ao contrário porém, “ele que é visto por Jesus”. O olhar de Jesus o alcançou e o perseguiu enquanto ele estava no sicômoro. A multidão viu nele o cobrador de impostos ganancioso, um ladrão; O olhar de Cristo é diferente, penetra profundamente a pessoa e não se detém na aparência e na crosta dos defeitos. Bens materiais, dinheiro não são mais do que objetos de conquista, e também, quem sabe frutos da ganância de possuir, mas imediatamente tudo isso se torna um instrumento, um sacramento de fraternidade e amizade. Pela riqueza acumulada, Zaqueu se separou, agora na partilha, depois do olhar de Jesus que primeiro pôde encontrá-lo, torna-se o homem do encontro, o homem novo em Cristo, irmão entre irmãos. Aos olhos de Deus, ninguém é tão mau, que não possa ser recuperado.

“Aquele sicômoro é símbolo, de uma vida que pode florescer, renascer, do encontro inesperado, e tudo muda, vira, em favor do homem, porque é realmente verdade, somos queridos por Deus. Deus está do lado do homem! O pastor procura a ovelha perdida, vem salvar, oferece a sua misericórdia com a sua visita.

amargura da pessoa humana na lama do pecado se transforma no doce fruto do perdão; se de uma árvore nossos antepassados ​​desobedeceram comendo um fruto amargo, da árvore da Cruz de Cristo brota uma nova vida, um fruto doce, como o do sicômoro, do qual brota uma nova vida, onde Deus faz novas todas as coisas. Somos caminhantes que caminham na noite, somos sentinelas que esquadrinham a aurora, somos vigilantes à espera do Esposo, Jesus Cristo. Somos a lanterna da vida e da fé, e a cada dia damos um passo em direção ao Céu. Somos o impossível que se torna possível, para que o ódio se transforme em amor, as trevas em luz, a guerra em paz, a tristeza em alegria e o choro em sorriso” (Pe. Vincenzo Leonardo Manuli).

Fonte: Portal: Portal Cerco il tuo volto

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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