Na Comunhão da Igreja

A Igreja que Jesus fundou é a comunidade dos fiéis. Fomos incorporados e inseridos na Mãe Igreja através do Batismo e assim somos amados no Amado, Jesus Cristo. Amados pelo Amado, somos amados para amar. Tudo na Igreja vem do amor de Deus três vezes Santo: O coração pulsante da Igreja é o amor Ágape. O amor Ágape é a regra de vida dos discípulos de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(Jo 15,12). Da Caridade de Deus nasce a caridade fraterna. De onde vem a Igreja? O que é a Igreja? Para onde vai a Igreja?
A Igreja não nasceu da vontade do homem, mas é um dom do alto, fruto da iniciativa divina. A Igreja foi pensada por Deus desde a história da Aliança do Povo de Israel até o momento em que chegada a consumação dos tempos, Deus enviou o seu Filho Jesus Cristo ao mundo em vista de implantar na terra o Reino de Deus. Cumprindo as profecias, Jesus Cristo, o Servo de Javé, foi rejeitado e pregado numa Cruz, mas ao terceiro dia ressuscitou e retornando ao Pai de junto dele, enviou o Espírito Santo, momento este da expansão da Igreja, fazendo com que a Boa Nova fosse anunciada a todos os povos. A Igreja é “o Povo de Deus reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo”(São Cipriano).
A Igreja é a Tenda de Deus entre os homens. A Igreja não se inventa, mas é antes de tudo dom e graça. A Igreja não brilha com luz própria, mas reflete a luz de Cristo, por isso ela é uma presença entre as presenças na história. E sua presença na história, não é expectadora dos fatos, mas é solidária em meio aos sofrimentos da humanidade. Em meio a dor e o desamor, ela vive e propõe o primado da caridade, ou seja, é a “Ecclesia de caritate”. É a Igreja que reconhece na caridade não uma atividade dentre as outras, mas a expressão própria de seu ser e de sua vocação mais profunda de um povo que se reúne na comunhão de Trindade.
Amamos realmente a Mãe Igreja à qual nos gerou ao dom maior: A Fé? É certo que a escola da Fé não nos ensina a fazermos uma marcha triunfal, mas a seguirmos um caminho feito de dor e amor, de adversidades e fidelidade provada. Sabemos que até mesmo Pedro, que tinha prometido fidelidade a Cristo, conheceu a amargura da humilhação pelo fato de ter negado o Mestre.
Senhor, concedei-nos a graça de amar a nossa Mãe Igreja e faze que permaneçamos fiéis à ela, a fim de que com ela e por meio dela possamos merecer estar próximos a vós por meio dos Sacramentos que nos levam a saborear a suavidade do vosso amor. Amém!
Fonte: Exercícios Espirituais no Vaticano, Bruno Forte, Editora Vozes, ps. 119ss.







