Religião

Maio, Mês das Mães, Mês de Maria

É verdade que Maria é para nós a mais terna, a mais generosa das mães. E por isso mesmo devemos ser filhos mais cheios de gratidão, mais confiantes e dóceis para com esta Mãe. Durante o II e III séculos, São Justino, Santo Irineu e Tertuliano insistem sobre o paralelo entre Eva e Maria e mostram que, se a primeira concorreu para a nossa queda, a segunda colaborou para a nossa redenção. Eva, seduzida pelas palavras da serpente(anjo rebelde), se desviou de Deus pela desobediência, ao contrário Maria, ouviu também do Anjo Gabriel a boa nova da verdade e pelo seu sim a Deus, foram quebrados os laços que nos prendiam à morte(cf. Adv. Haer. V, XIX, l).  

Sem dúvida que a graça de Deus, em Jesus através dos Sacramentos, transborda sobre nós, porém, Maria é o canal, o aqueduto pelo qual a graça, como torrente de água viva, chega até nós. O Pai Eterno depositou nela todo o preço da nossa redenção, que é Cristo, fez dela o reservatório da graça e a plenificou de tal modo que a graça de Deus agora transborda sobre nós.

Maria é a mais excelente das criaturas e por isso merece a nossa veneração. Maria é sem dúvida a mais amável das mães. Sendo nossa Mãe, Maria merece também o nosso amor filial. Nas Bodas de Caná, Maria estava atenta a tudo o que ali estava se passando, e diante disso intercede ao seu Filho, para que os noivos daquela festa não sofressem tamanha humilhação.

O Coração Imaculado de Maria é refúgio dos pecadores. Se surgirem as tempestades das provações, se vos encontrardes no meio das mais terríveis tentações, recorrei a Maria. Se atormentados começardes a afundar no abismo da tristeza e do desespero, pensai em Maria. No meio dos perigos, das angústias, das incertezas, invocai a Maria. Enquanto Ela vos tomar pela mão, não havereis de cair; debaixo da sua proteção, nada tereis que temer; sob a sua orientação, não há fadiga. Conduzidos por Ela tudo chega a bom termo.

Fonte: O Dogma da Vida Interior, Adolphe Tanquerey, Cap. Parte I, Artigo I-IV.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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