Religião

Jesus não veio para condenar, mas para salvar

O profeta tem o dom de reavivar a esperança do Povo. Fazer memória recordando as ações de Deus na vida do Povo, não deve ser uma fuga psicológica nostálgica para o passado, mas deve ser um abrir-se para o futuro com esperança. A memória se transforma em esperança.

Para o Apóstolo Paulo, o objetivo é ganhar a Cristo; isso significa ter dele não apenas um conhecimento intelectual, mas uma comunhão de vida íntima com Ele. Deus não aprova o pecado, pois o pecado é instrumento de insatisfação e morte, mas ele ama infinitamente o pecador. O perdão que Jesus oferece ao pecador é como um caminho renovado, uma regeneração, uma possibilidade inesperada de salvação. 

“Aquele que dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Só Jesus, aquele que não tinha pecado, poderia ter atirado uma pedra, mas não o fez, pois Ele não veio para condenar, mas para salvar. Não temos que ter pedras nas mãos, mas a nossa realidade concreta, para não julgarmos ninguém. Quando todos se foram, Jesus se levanta e fica diante da mulher, finalmente restaurada na sua identidade como ser humano, face a face com Jesus. “Ficaram apenas os dois, a miserável e a misericórdia”, segundo Santo Agostinho.

“Deus não é uma energia, mas um Pai, um amigo. O amor de Deus não é um premio, mas um presente, um dom. Deixe-se amar por Ele”(Martin Valvede). Deus é um Pai rico em misericórdia.  

Temos às vezes uma imagem distorcida de Deus. Conhecemos, quem sabe, um Deus que apenas nos impõe normas ou talvez um Deus que é um Juiz severo e implacável. Contudo, no Evangelho da pecadora perdoada vemos a beleza luminosa do rosto de Deus. Jesus se abaixa e escreve no chão. Até, então, não se sabe ao certo o que Jesus escreveu, eu imagino que tenha sido o resumo da lei de Moisés e dos profetas: “Amarás a Deus com todo teu coração e a teu próximo como a ti mesmo”. “Jesus nos ensina a olhar as pessoas não com o olhar do julgamento de condenação, mas com o olhar do coração movido pela compaixão”(Pe Mário Trombetta), pois “Deus vê o coração, sonda com a compaixão”(Dunga).

Fonte: Pe. Jesús GARCÍA Manuel, Enzo Bianchi e padre Claudio Luigi Fasulo.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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