Família, lugar de Diálogo

Você não entende uma pessoa perfeitamente se não conhece sua família. Infelizmente, hoje muitas famílias se desfizeram. A Bíblia nos ensina o contrário. Longas genealogias bíblicas nos ensinam como Deus prepara as pessoas durante a longa jornada de família em família.
A família torna-se assim um lugar de santificação para os cônjuges e filhos. Primeira igreja, a igreja doméstica onde ocorre a iniciação à fé e a primeira proclamação da Palavra. A Igreja leva-nos a Nazaré para nos lembrar que também nós devemos tudo à nossa família, que através dos nossos pais e irmãos Deus nos deu a vida, a educação, a fé, tudo o que somos. Na família se nasce e na família se quer morrer. “Quero morrer em casa”: é o último pedido que escutamos na boca de muitos moribundos. A Igreja é uma família de famílias e a humanidade deve tornar-se, como dizia Paulo VI, “uma família de nações”.
“Que Deus nos conceda viralizar o amor e globalizar a esperança à luz da fé”(Papa Francisco).
Voltemos o nosso olhar para o início, lá na gruta de Belém. O que vemos? Uma Família que luta e vive uma vida de simplicidade e de precariedade, mas que se sente assistida pela providência de Deus e permanece unida apesar das adversidades e dificuldades que encontram. Olhar esta fotografia do primeiro Natal nos coloca em crise, porque contrasta com a nossa vida. Hoje se pensa primeiro na estabilidade econômica e não se coloca o amor em primeiro lugar, por isso diante das incompreensões acaba-se por dar um ponta pé em tudo.
O maior dom que os pais podem dar a seus filhos é o amor recíproco de um pelo outro. O inimigo número um do diálogo não é a severidade, mas a raiva, pois a raiva sufoca o diálogo. Esta é reação mais comum de muitos pais quando se tem filhos tendencialmente rebeldes. Quando isso acontecer, é melhor esperar que volte a calma, pois quando se dá vazão à ira, a criança, não pensa em seu erro, mas somente que o pai ou a mãe estão com raiva e acabaram por desforrar sobre elas essa raiva. O diálogo exige que, às vezes, o pai ou a mãe peçam perdão por algum erro ou por haver exagerado em sua forma de corrigir. Esta é forma mais óbvia para se educar quanto ao respeito, à honestidade e à estima recíproca. Isso faz com que a autoridade de um pai e de uma mãe fique cada vez mais sólida.
Fonte: Dom Giuseppe Mani, Claudio Luigi Fasulo e Raniero Cantalamessa.








