Religião

Exaltação da Santa Cruz

Hoje saudamos a Cruz como instrumento de salvação, uma exaltação que diz respeito em primeiro lugar à Jesus Cristo que se humilhou por nós e fez-se obediente até à morte e morte de cruz. O próprio Deus então o exaltou para que todo joelho se dobre no céu e na terra e toda língua proclame que Jesus é o Senhor. Hoje a Liturgia nos faz memória da Festa da Exaltação da Santa Cruz. Parece até uma contradição celebrar a Cruz, mas o mistério da Cruz é um mistério de amor onde Cristo deu a sua vida por amor a cada um de nós.

Temos a grande oportunidade de recuperar plenamente nossa confiança na salvação e finalmente superar a angústia que nos oprime quando experimentamos as amargas decepções da vida: “Deus não enviou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele”. Somente o amor pode nos tornar pessoas livres. Por isso nos amou por primeiro para nos tornar pessoas radicalmente livres.

Aceitar a Cruz, portanto, não significa sair à procura de sofrimento, mas viver tudo aquilo que a vida nos reserva, acontecimentos bons ou ruins, refletindo se estamos vivendo todos estes fatos segundo a lógica do amor e do dom de si.
Portanto, é um mistério de amor que queremos celebrar hoje com a exaltação da Santa Cruz. É o dia da gratidão, que devemos expressar com toda a nossa vida:

V/.    Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
R/.    Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo.
Senhor Jesus, que acalma o medo e a angústia.

R. Concede-nos a paz e a paciência no sofrimento.
Cristo, que na hora da provação, buscastes força na oração.

R. Concede-nos a paz na hora da tribulação.
Jesus Cristo, que fostes obediente ao Pai.

R. Concede-nos a paz e o gosto pela oração.
Vós que experimentastes a solidão, a humilhação e a traição.

R. Ajudai-nos a não respondermos o mal com o mal.
Senhor Jesus, que ficastes calado frente aos insultos e difamações.

R. Concede-nos serenidade e paz frente as injúrias e calúnias.
Vós que abraçastes o lenho da morte em árvore de vida.

R. Dai-nos paciência para suportarmos o fardo da nossa Cruz .

Fonte: Monges Beneditinos Silvestrini e Pe. Luigi Maria Epicoco

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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