E terás um tesouro nos Céus!

No Evangelho, Jesus nos lembra que para segui-lo não basta a observância dos mandamentos, mas é preciso dar-lhe o coração, amando-o mais do que os nossos bens, mais do que os nossos familiares, mais do que a nossa vida, porque ele é o Amor que nos enche de alegria plena.
Sempre falta alguma coisa, muitas vezes ficamos insatisfeitos, às vezes nem sabemos exatamente o que queremos. Somos criaturas, somos limitados, finitos, carregamos dentro de nós um vazio que nunca pode ser preenchido definitivamente. Alguns passam a vida com raiva pelo que não têm e nem sempre conseguem o que desejam.
Nossa vida terrena não é infinita, então precisamos decidir o que queremos fazer com ela. Na verdade, a verdadeira sabedoria está na capacidade de perceber essa limitação: só quando temos a coragem de olhar para a possibilidade de morrer é que percebemos que precisamos escolher o que queremos fazer com nosso tempo. Lemos no Salmo 89, que a sabedoria consiste na capacidade de contar nossos dias .
A fonte desta sabedoria se encontra na Palavra de Deus, pois sem ouvir esta Palavra não pode haver discernimento nem verdadeira sabedoria. Decidir tem a mesma raiz do verbo cortar: na verdade, nós realmente escolhemos bem quando estamos dispostos a cortar com outras possibilidades!
A Palavra de Deus, segundo a Carta aos Hebreus 4,12-13, permite-nos discernir sentimentos e pensamentos: é uma questão de compreender de onde vêm aqueles pensamentos que suscitam alegria ou tristeza em nós. A tristeza é o sinal visível da nossa incapacidade de cortar, de podar o galho, para que dê mais fruto. O Jovem rico foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.
De fato, este jovem rico em bens materiais e morais, que conseguiu cumprir todos os mandamentos, vem ao encontro de Jesus. Segundo o seu critério, ele fez tudo, mas no critério de Jesus, falta-lhe alguma coisa. O que falta é atitude de desprendimento e liberdade para praticar a generosidade gratuita e seguir atrás de Jesus como discípulo.
Fonte: Portal Cerco il tuo volto, Pe. Gaetano Piccolo SIM; Mons. Giuseppe Mani.








