Religião

“Bem-aventurada aquela que acreditou”

(Lc 1,45)


Nas Sagradas Escrituras encontramos os elementos que dão autoridade à nossa experiência de acolhimento filial, de louvor, gratidão e veneração à Nossa Senhora. Ela está presente nos momentos que constituem o mistério cristão: Encarnação, Páscoa e Pentecostes. A relação estreita entre Maria e os cristãos deriva daquela que há entre a maternidade divina e o sacerdócio de Cristo. Como a João aos pés da cruz, ela é confiada por Jesus a cada um de nós como Mãe (Jo 19,26-27). No decorrer da história do cristianismo, a piedade mariana foi se solidificando em algumas afirmações de fé, formuladas pela Igreja como doutrina: ela é Mãe de Deus, sempre Virgem, Imaculada e Assunta ao céu. Invocamos a Bem-aventurada Virgem como nossa Advogada, Auxiliadora, Socorredora e Medianeira, sem nada derrogar ou acrescentar à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador.

Na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a liturgia nos oferece uma bela e significativa passagem do Evangelho de Lucas 1,39-56, que narra o encontro de Maria e Isabel, duas mães agraciadas que celebram e cantam as maravilhas que Deus, através do Espírito Santo, realizou em favor do seu povo. Na voz de Isabel, Maria é bendita e bem-aventurada, porque acreditou nas promessas do Senhor. Ela reconheceu a sua grandeza, a sua onipotência, o seu amor e a sua misericórdia.

Aprendemos de Maria que a vocação é um mistério de amor e graça. Nela, tudo é obra de Deus. O que nós mais precisamos é da bênção do Pai, da unção do Espírito e da redenção de Jesus Cristo. Aprendemos dela também a fazer um caminho de fé, esperança e caridade, de abertura à vontade do Senhor, de generosidade e serviço.

Peçamos a intercessão de Maria assunta ao céu, de modo particular em favor de todos os religiosos e religiosas, consagrados que aprendem da Mãe a acolher o amor de Deus, a importância do serviço e da santidade. Que a gloriosa Virgem nos ajude a ter um coração ardente pelas coisas do Altíssimo e por sua Igreja, e nos coloque fervorosos com os pés a caminho.

Dom Paulo Roberto Beloto

É Bispo da Diocese de Franca

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