Religião

A Realeza de Cristo se revela na Cruz

Na Solenidade de Cristo Rei do Universo, estamos diante de um cenário de um homem que morre injustamente na Cruz. “Na Cruz Cristo manifesta sua singular realeza. Jesus não desce da Cruz, porque na Cruz, Ele é o Cordeiro Imolado. Em Jesus Crucificado acontece a máxima revelação possível de Deus neste mundo, porque Deus é Amor, e a morte de Jesus na Cruz é o maior Ato de Amor de toda a História da Humanidade. Por meio da morte na Cruz de Jesus Cristo, Deus reconciliou consigo todas as criaturas e estabeleceu a paz entre o Céu e a Terra”. (Papa Emérito Bento XVI).

Uma garotinha que estava fazendo a sua Primeira Comunhão assim rezou: “Obrigado Jesus porque me salvastes, ainda que no momento não me lembro de que coisa me salvastes”. Nós muitas vezes procuramos não nos esquecer de salvar nossos arquivos em um HD externo ao Computador. Parece que na linguagem comum, salvar significa ter as coisas sobre o nosso controle, ou mesmo até evitar de estragar a própria imagem, ou seja, buscamos não fracassar em nossos empreendimentos. Em geral, para nós, salvar significa ser donos e controladores da nossa própria vida!

Entretanto, se olharmos como Jesus interpretou este verbo, notaremos uma certa distância da maneira que nós interpretamos na nossa perspectiva usual. Jesus estando no alto da Cruz, escuta alguém que lhe diz: “Se és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo! (Lc 23,37)”. A mentalidade que muitas vezes vemos é que cada um tenta salvar a sua pele neste mundo. Jesus, no entanto, reina no Trono da Cruz salvando a humanidade do pecado e da morte. Jesus é Rei pelo fato de não ser escravo do seu próprio eu, e por isso é um homem livre por excelência.

Quantas vezes nós mesmos nos momentos de dificuldades somos tentados a pensar primeiramente em nós, enquanto que Jesus, em sua extrema Paixão, solidão e sofrimento, faz de sua vida, extrema doação por amor a toda humanidade.

Fonte: Portal Cerco il tuo volto, P. Gaetano Piccolo.   

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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