Mulher é autuada por venda de papagaio em Orlândia

Uma operação da Polícia Militar Ambiental, na última sexta-feira, resultou na apreensão de aves silvestres e na autuação de uma mulher por tráfico de fauna em Orlândia, interior de São Paulo. A ação foi conduzida pelos Cabos PM Carlos Leme e Rufino, que patrulhavam o bairro Jardim Santa Rita após receberem denúncia anônima sobre venda ilegal de papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) pelas redes sociais.
Durante o patrulhamento, os policiais avistaram uma mulher em via pública portando um filhote de papagaio-verdadeiro em uma caixa plástica sem tampa. A abordagem identificou a suspeita como J. G. R. P., que alegou ser a proprietária da ave. Segundo ela, os filhotes teriam sido encontrados por seu companheiro em uma área de mata, e por não poder mantê-los, estaria “doando” os animais pela internet — dois já haviam sido repassados anteriormente.
Documentação falsa e espécie ameaçada
Ao ser questionada, a mulher revelou ainda possuir uma arara-canindé (Ara ararauna) em sua residência, supostamente adquirida de criador autorizado. Ela apresentou nota fiscal e certificado de origem, que foram encaminhados para análise técnica. A verificação constatou que a nota fiscal não constava nos registros da Receita Federal e apresentava indícios de falsificação. O certificado também continha inconsistências, confirmando a falsidade dos documentos.
O criador citado está com a comercialização suspensa desde abril de 2024, enquanto a nota apresentada datava de outubro de 2025.
Crime ambiental e penalidades
Diante das evidências, foi configurado o crime de tráfico de animais silvestres. As aves — o papagaio-verdadeiro e a arara-canindé — foram apreendidas conforme o Termo de Apreensão nº 290/2025 e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETRAS) de Ribeirão Preto.
A arara-canindé é considerada espécie ameaçada de extinção.
Multa ambiental
A infratora foi autuada administrativamente com base no artigo 25, §3º, inciso III da Resolução SIMA nº 05/2021, recebendo multa de R$ 6.500,00. O valor considera também os dois papagaios-verdadeiros já doados anteriormente.
A Polícia Ambiental reforça que o tráfico de animais silvestres é crime e que denúncias anônimas são fundamentais para combater essa prática que ameaça a biodiversidade brasileira.








