Polícia

DIG conclui investigação sobre morte de Thainara e pede prisão preventiva de vigilante em Franca

Ex-companheira de Alberto Neto foi ouvida em uma das últimas diligências do caso; inquérito sobre a morte da jovem de 22 anos foi encaminhado ao Ministério Público

Quase um mês depois da morte de Thainara Aparecida Almeida, de 22 anos, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca concluiu as diligências do inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público. A Polícia Civil também pediu à Justiça que a prisão temporária do vigilante Alberto Neto, investigado pelo crime e preso desde dois dias após o ataque, seja convertida em prisão preventiva.

Um dos últimos atos da investigação foi o depoimento de Jéssica Gomes dos Santos, ex-companheira do investigado e que estava no apartamento onde ocorreu o ataque, na madrugada de 5 de agosto, no Jardim Guanabara.

O caso foi noticiado pelo Notícias de Franca desde as primeiras informações sobre o crime.

Ex-companheira foi ouvida pela DIG

O depoimento de Jéssica era considerado uma das diligências que ainda precisavam ser realizadas antes do encerramento do inquérito.

Segundo informações obtidas sobre a investigação, ela relatou aos policiais que havia mantido um relacionamento conturbado com Alberto e que a relação já havia terminado.

Ainda conforme o relato atribuído a Jéssica, o vigilante não teria aceitado o fim do relacionamento.

Ela também teria informado aos investigadores que chegou a ser agredida pelo ex-companheiro, situação que teria motivado um pedido de medida protetiva.

Essas informações integram o depoimento prestado à polícia e deverão ser analisadas juntamente com os demais elementos reunidos durante a investigação.

Thainara morreu após ataque dentro de apartamento

O crime aconteceu na madrugada de 5 de agosto, dentro de um apartamento no Jardim Guanabara, em Franca.

Segundo a linha investigativa da Polícia Civil, Alberto teria entrado no imóvel onde estavam Jéssica e sua atual companheira, Thainara.

Ainda de acordo com a investigação, no interior do apartamento ele teria se apoderado de uma faca que estava no próprio imóvel e atingido Thainara com diversos golpes.

A jovem chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A dinâmica descrita faz parte da apuração policial e eventual responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça.

Alberto se entregou dois dias depois

Durante as investigações, a Justiça decretou a prisão temporária de Alberto.

Dois dias após o crime, o vigilante se apresentou às autoridades e, desde então, permanece preso.

Agora, com a conclusão das diligências, a DIG solicitou que essa prisão temporária seja convertida em prisão preventiva, modalidade que não possui o mesmo prazo determinado da prisão temporária e pode ser mantida enquanto persistirem os fundamentos legais reconhecidos pela Justiça.

O pedido ainda depende de decisão judicial.

Inquérito segue para o Ministério Público

Com o trabalho da DIG encerrado, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil.

É nessa nova fase que o Ministério Público poderá, conforme sua avaliação jurídica, oferecer denúncia, solicitar novas diligências ou adotar outra providência prevista em lei.

Por isso, a conclusão do inquérito policial não significa que Alberto já tenha sido condenado ou que necessariamente será levado a julgamento.

Caso pode chegar ao Tribunal do Júri

Se houver denúncia por crime doloso contra a vida, ela for recebida pela Justiça e o processo avançar pelas etapas previstas na legislação, Alberto poderá futuramente ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Antes disso, porém, existem diferentes fases processuais.

Neste momento, a principal decisão pendente é sobre o pedido feito pela DIG para manter o investigado preso preventivamente.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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