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Suspeito de estupro de menina de 5 anos é preso pela DDM após Justiça decretar preventiva em Franca

Maikel Wilker Martins, de 41 anos, havia negado qualquer abuso durante interrogatório; Polícia Civil concluiu o inquérito com indiciamento por estupro de vulnerável e cumpriu a prisão preventiva nesta segunda-feira (31)

Maikel Wilker Martins, de 41 anos, investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma menina de 5 anos, foi preso pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca nesta segunda-feira (31). A prisão é preventiva e foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil. O homem nega categoricamente ter cometido qualquer abuso contra a criança.

O caso ganhou grande repercussão em Franca e região na semana passada depois que a mãe da menina esfaqueou o investigado, a quem acusava de ter abusado sexualmente da filha.

A investigação sobre a suspeita de violência sexual e a ocorrência envolvendo a mãe são fatos distintos e devem ser tratados separadamente.

A apuração do possível estupro foi conduzida pela delegada Juliana da Silva Paiva, da DDM de Franca.

Polícia concluiu inquérito e indiciou investigado

De acordo com as novas informações divulgadas pela Polícia Civil, o inquérito foi concluído na sexta-feira, 28 de agosto, com o indiciamento formal de Maikel, em tese, pelo crime de estupro de vulnerável.

O indiciamento é uma conclusão da autoridade policial a partir dos elementos reunidos na investigação e não representa condenação. A responsabilidade criminal será analisada no decorrer do processo judicial, com direito à defesa.

Segundo a Polícia Civil, foram considerados existentes indícios suficientes para o indiciamento após a análise do conjunto de informações reunidas durante as diligências.

Criança foi ouvida por psicóloga

A investigação teve início na DDM após o caso chegar oficialmente ao conhecimento da unidade na segunda-feira, 24 de agosto.

Segundo o relato apresentado pela mãe à polícia, a menina frequentava a residência do investigado, que era uma pessoa próxima da família. Posteriormente, a criança teria passado a demonstrar resistência em permanecer no local e feito relatos que levaram a mãe a procurar atendimento médico e comunicar a suspeita às autoridades.

Durante a apuração, a criança foi ouvida por uma psicóloga da unidade policial e testemunhas também prestaram depoimento.

A identidade da menina é preservada por se tratar de uma criança e vítima de suposto crime sexual.

Investigado negou abuso

Maikel também foi interrogado formalmente durante o inquérito.

Ele negou categoricamente ter praticado qualquer ato de abuso ou de natureza sexual contra a criança.

Segundo a versão apresentada pelo investigado, ele não teria permanecido sozinho com a menina ou com a irmã dela na ocasião investigada.

A Polícia Civil afirma que também analisou elementos apresentados pelo próprio investigado e por sua defesa.

Entre eles estavam arquivos, conversas de WhatsApp e registros do aplicativo Uber, incluindo informações relacionadas às corridas que ele teria realizado na data dos fatos.

Laudo e prontuário médico foram analisados

A investigação também incluiu a análise do prontuário médico da criança e do laudo pericial produzido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Conforme já havia sido esclarecido anteriormente pela delegada responsável pelo caso, o laudo, isoladamente, não apresentou elementos capazes de confirmar nem de afastar a hipótese de violência sexual.

Esse ponto é importante porque evita uma interpretação equivocada de que a ausência de determinado vestígio físico, por si só, seja suficiente para confirmar ou descartar uma suspeita dessa natureza.

A DDM afirma ter confrontado as diferentes versões e os elementos reunidos, inclusive o material apresentado pela defesa.

Segundo a Polícia Civil, apesar de existirem versões conflitantes, a autoridade policial considerou especialmente o relato da vítima na avaliação dos indícios reunidos durante o inquérito.

Prisão foi pedida dois dias depois do início da investigação

A cronologia divulgada pela Polícia Civil mostra que a delegada representou pela prisão preventiva na quarta-feira, 26 de agosto, dois dias depois de o caso chegar à DDM.

Na sexta-feira (28), o relatório final do inquérito foi elaborado, com o indiciamento do investigado.

Posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva.

Após a expedição do mandado, policiais da DDM realizaram diligências para localizar Maikel. A ordem judicial foi cumprida nesta segunda-feira (31).

Ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Franca, onde permanece à disposição da Justiça.

Mãe havia pedido medida protetiva

Durante a investigação, a mãe da criança também solicitou medidas protetivas de urgência contra o investigado.

Segundo a Polícia Civil, ela relatou preocupação com a própria integridade física e com a segurança da filha.

A informação divulgada pela DDM não detalha, porém, o conteúdo das medidas nem o resultado específico desse pedido.

Polícia rebate críticas sobre demora no atendimento

A DDM também se manifestou sobre críticas feitas publicamente pela mãe da criança e por sua advogada em relação a uma suposta demora na atuação policial.

Segundo a delegacia, a suspeita de abuso chegou oficialmente ao conhecimento da DDM na segunda-feira (24) e passou a receber tratamento prioritário.

A Polícia Civil sustenta que, nos dias seguintes, realizou depoimentos, interrogou o investigado e analisou documentos, informações médicas, perícia e materiais fornecidos pela defesa.

A DDM funciona em dias úteis, das 8h às 18h. Fora desse horário, inclusive à noite, aos finais de semana e feriados, ocorrências podem ser apresentadas na Central de Polícia Judiciária (CPJ), que funciona 24 horas e dispõe da Sala DDM 24 Horas.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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