Véspera de lockdown é movimentada em Franca
Francanos movimentaram os supermercados nesta quarta-feira, 26, véspera do início do lockdown na cidade. Durante o isolamento, que vai até o dia 10 de junho, serão permitidas apenas compras de alimentos no sistema de delivery, o que provocou uma verdadeira corrida aos supermercados desde o anúncio feito pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB).
Desde ontem, logo no início da manhã, a maioria dos supermercados registrou uma grande movimentação. Os produtos mais desejados pelos consumidores eram itens básicos, como arroz, feijão, material de limpeza e papel higiênico. Dentro dos estabelecimentos os setores de frutas e verduras, além dos açougues, eram os mais disputados.
Hoje a situação não foi diferente e supermercados, tanto os de grandes redes, como os varejões, registraram grande movimentação.
Nas lojas do Savegnago das avenidas Alonso Y Alonso e Brasil, antes mesmo da abertura da loja, antes das 8 da manhã, já se formavam filas. “Cheguei para trabalhar e a fila já estava grande. Agora já estamos na hora do almoço e não parei um segundo, está uma loucura desde ontem”, disse uma caixa da loja da Alonso Y Alonso.
“Optei por vir para escolher tudo, não gosto de comprar por delivery, deixarei para depois apenas aquilo que acabar durante esse período. Mas estou tentando comprar o suficiente para os 15 dias”, disse Isabela Sousa, vendedora.
A reportagem da Folha de Franca percorreu diversos estabelecimentos nesta quarta-feira. Estacionamentos lotados, poucos carrinhos e filas eram comuns na maioria dos supermercados e varejões.
Em quatro grandes estabelecimentos localizados na Avenida Brasil, a movimentação era intensa. Clientes formavam filas nos caixas e os carrinhos saíam cheios. Em algumas lojas, apesar da presença constante dos repositores, era comum a falta pontual de alguns produtos, especialmente nos setores de hortifruti.
Para atender os clientes nos próximos dias, as lojas têm reforçado o sistema de entregas. Além de Franca, outras cidades da região também decretaram lockdown, o que deixa como o delivery como a única alternativa para compras nos próximos dias.




Centro
Todos os estabelecimentos comerciais que não sejam de alimentos e farmácias fecharão as portas por 15 dias. Não serão permitidas vendas de nenhuma forma e, por isso, muitos francanos também buscaram as lojas na região Central nesta véspera de lockdown.
Em algumas lojas, mesmo sendo proibido o atendimento presencial desde a semana passada, o fluxo de pessoas acontecia. Ambulantes e pedestres disputavam espaço nas praças Barão e Nossa Senhora da Conceição.
Em agências bancárias e lotéricas, que também fecharão as portas a partir desta quinta-feira, as filas eram comuns. Já no Terminal de Ônibus, que não contará mais com ônibus também a partir de amanhã, o fluxo era intenso.
O lockdown em Franca foi decretado no momento em que Franca vive o seu pior momento desde que a pandemia começou. Com mais de 40 pessoas esperando por vagas de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e leitos de enfermaria no Pronto-socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz”, a cidade registrou apenas neste mês 119 mortes e mais de 3,6 mil casos positivos da covid-19.











