Religião

Paz como fruto do espírito

(Hebreus 12:14) Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.

Caros leitores e internautas, Paz do Senhor!
Grande parte da história do mundo está ligada às guerras. O século XX defrontou-se com duas guerras mundiais e muitas guerras menores. Deus avisou-nos de que nos últimos dias não haveria paz, mas guerras e rumores de guerras:

(Mateus 24:6) Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim.

Neste texto, examinaremos a paz que o Espirito Santo produz na vida do cristão, do filho de Deus, daqueles que procuraram a verdadeira paz em Jesus Cristo.
O amor de Deus traz paz perfeita aos que põem a confiança n’Ele, paz esta que é uma das nove dimensões do fruto espiritual.

É bom saber ou relembrar que o termo paz é definido como um estado de calma e tranquilidade, uma ausência de perturbações e de agitação.
A paz que o mundo dá procede das visões e vontades do ser humano, ou seja, terá falhas e limitações. A paz de Cristo vem na harmonização de nós, criaturas, com o Criador, quando construímos nossa caminhada de vida segundo os ensinamentos de Deus.

Os frutos da paz produzem vida espiritual. Daí porque as principais atividades do Espirito Santo, ao desenvolverem o fruto espiritual, estão entrelaçadas com a paz:

(Apocalipse 1:4) Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir.

Graça é a boa vontade de Deus para conosco, quando, pela fé, nos redemos ao Senhor. E é a graça que nos capacita a fazermos a sua vontade. Paz, portanto, é a evidência e a certeza da graça de Deus estendida a nós. Pela operação da graça em nossas vidas, as questões que nos separam de Deus são resolvidas em nossa nova relação com ele, constituída pela mudança de nossa natureza. Aí temos a paz divina.

O Deus de amor é também de paz, e ama a concordância entre seus filhos! A Escritura nos instrui e exorta a amá-lo, a estarmos reconciliados com Ele, e também a amarmos os nossos irmãos e a viver em paz uns com os outros:

(2Coríntios 13:11) Sem mais, irmãos, despeço-me de vós! Procurai agir com maturidade; tende bom ânimo; encorajai-vos mutuamente; tende um só pensamento; vivam em paz. E o Deus de paz estará com vocês.

A pessoa que não submete à lei de Deus não há o que esperar, senão viver sem a paz de Cristo. Muito triste. Não se admira que não haja paz em seu coração. Mas o que se submeteu ao controle do Espírito fica livre de preocupações, pois conhece a paz real e permanente.

O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.

As três dimensões da paz.
Paz com Deus

A paz com Deus só é possível mediante a justificação pela fé. O pecador impenitente está em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma violação da vontade de Deus, conforme expresso em sua lei. Quando o pecador entrega a vida a Jesus Cristo, pela fé, e o aceita como seu único Senhor e Salvador pessoal, a inimizade entre ele e Deus finda e a paz é estabelecida. Somos chamados não apenas a ter paz com Deus por Jesus Cristo, como para sermos pacificadores, reconciliando outras pessoas com Deus, de forma que elas também possam ter paz com Deus e com o seu semelhante.

Paz de Deus

E a paz de Deus, para qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos (Colossenses 3:15).

Esta é a paz interior que Jesus nos deu pelo Espírito Santo. A paz interior substitui a raiva, o ódio, a culpa, a preocupação. Sem a paz com Deus não pode haver a paz de Deus, sabido que a paz de Deus pode indicar o modo de proceder em determinadas situações que viermos atravessar.

Paz com os homens

Se for possível, quando estiver em vós, tende paz com todos os homens (Romanos 12:18).

A paz como fruto do Espírito Santo é, primeiramente ascendente, para Deus; depois, interior, para nós mesmos; e, finalmente, exterior, para o nosso semelhante. Temos de buscar a paz e nos empenhar em alcançá-la. Sem ela será impossível vivermos bem.

Quando falamos de paz como fruto do Espírito, não estamos aludindo ao alívio momentâneo, proporcionado em momentos de silêncio ao lado de um lago, na montanha ou à beira-mar ou em outro lugar naturalmente tranquilo. Não estamos falando sobre distração das diversões, que por pouco tempo tiram nosso pensamento dos problemas. Não temos em mente a paz, experimentada como um estado de bem-estar oferecido no consultório de um psicólogo capacitado; e, se assim não é, decerto que jamais a compararíamos com os delírios e alucinações desencadeados pelo uso de tranquilizantes e drogas ilícitas, ou bebidas. Estamos nos referindo à paz que se desenvolve em nosso interior quando temos o Espírito Santo habitando em nós.

Quando a paz parece distante, lembre-se de que ela tem sua origem em Deus, é um presente dele para você, estará sempre presente quando precisar e não se sujeita a circunstâncias. Esta paz faz parte da vida daqueles que foram transformados pela graça de Deus e descansam nele, sendo manifestada em nós pelo Espirito Santo, preenchendo nossos corações de calma e tranquilidade.

“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4:7.

Deus os abençoe! Nos laços do calvário,

Pastor José Aparecido Jerônimo

É graduado em Teologia pela EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus) e pelos cursos avançados do Ibad (Mantenedor da Faculdade Fabad), exerce o ministério pastoral desde o ano 1995. Desde 2017, pastoreia a Igreja Assembleia de Deus, do Recanto Elimar, em Franca

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